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sábado, 14 de abril de 2012

Driblando o tempo!

Eu sou uma pessoa muito agitada e ansiosa. Tudo precisa ser para ontem e lidar com o tempo é sempre uma tortura. Acho que ao longo da vida já consegui diminuir um pouco essa ansiedade, mas quando coloco alguma coisa na cabeça não sossego até conseguir.
Por um lado isso é ótimo, me impulsiona a ir atrás do que eu acredito, mas por outro me deixa também sempre acelerada. Vivo correndo atrás de desafios. E na maioria das vezes eles dão certo, outras nem tanto. Não gosto muito de arriscar, mas gosto de inventar. Os mais variados tipos:  fuxicos, bijuterias, decoração para o quarto da Mari; cupcake, etc. e tal.
Com essa história toda de ansiedade já comecei a arrumar a minha mala para uma viagem que farei em breve, com uma antecedência de quinze dias, pelo menos. Deixo-a aberta e vou colocando tudo que me interessa para não esquecer nada de última hora, porém, é claro, que sempre deixo passar alguma coisa. O fato de olhar para a mala num canto do quarto ameniza a minha ânsia. Meio doido talvez, somente a minha forma de lidar com a situação.
Nessa busca pelo equilíbrio dos pensamentos decidi começar um tricô. Sabe como é, não sou daquelas que dedica horas sentada no mesmo lugar realizando uma tarefa manual, minha eletricidade não permite, mas para esvaziar a minha mente do cotidiano resolvi tricotar um cachecol. E funcionou... Durante algumas horas me dediquei a ele e não pensei em nada, somente nos pontos que não podia errar. Uma bela terapia! Porém, o que deveria durar uns dias, poucos, eu sei, levou só uma noite. Terminei tudo, prontinho da Silva! É a velha e boa ansiedade querendo ver o resultado. A peça pronta, o desafio cumprido.
Não há dúvida que a minha mente precisa de ocupação, de mirabolantes idéias e tal, mas confesso que as vezes preciso também de um descanso mental. De não fazer nada; pensar em nada; criar nada; resolver nada...
Com as últimas maluquices prontas esgotei os meus recursos para acelerar o tempo até o dia da viagem. A saída será mesmo remoer o resto dos dias esperando. Talvez eu desmanche a mala e comece tudo de novo. Ou resolva arrumar o guarda-roupa... Fazer limpeza no sóton onde guardo as minhas tranqueiras; organizar os CDs e DVDs; começar um livro novo; testar uma receita de bolo; tricotar mais um cachecol para dar de presente... Não sei... Já estou aqui roendo as unhas pensando no que vou inventar... Ou talvez descanse simplesmente... O ócio tem também seus desafios!!!!
Bjus... Ótimo Final de Semana!

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Princesas de Calça

Nesse último final de semana vi com a Mari o filme "Espelho, espelho meu". A história da Branca de Neve com a veterana Julia Roberts no papel de vilã. O que me chamou mais atenção foi o fato da princesa deixar um pouco a fragilidade de lado e interpretar a mulher de hoje. Aquela que não dependo do príncipe encantado e vai á luta dos seus ideais.

Por outro lado fico preocupada com essa revolução toda. Com a doçura e sensibilidade perdendo lugar para a independência a qualquer custo. No filme acho que a princesa encontrou esse equilíbrio, de mulher guerreira e sensível. Aquela que lidera, mas também precisa de cuidados.

Não sou contra a evolução do sexo feminino, pelo contrário, acho ótimo sermos vistas com coragem, mas quando tiramos nossas algemas de submissão, parece que não deixamos espaço e escolha para quem gostaria de continuar usufruindo de aspectos do passado.

Eu tenho uma filha mulher e vou ser a primeira a incentivá-la a ser o que quiser. A estar no topo de uma empresa comandada por homens ou a rainha mãe num lar feliz. Ou os dois, ou nenhum deles. A preocupação é a cobrança que fazemos a nós mesmas. O medo de voltarmos a ser dependentes e sem poder.

Já disse milhares de vezes que não precisamos ser heroínas, mas confiantes. Precisamos bater no peito as nossas escolhas e ser espertas para voltar atrás se necessário. Temos o direito de tentar e nessas tentativas descobrir que podemos mais ou menos.

O que nos torna poderosas não é o salto alto, a maquiagem, a mala de executiva, a penca de filhos embaixo do braço, nem a agilidade de fazer mil coisas. Somos poderosas no mesmo sentido que os homens também são. Quando usamos a nossa inteligência; quando distribuimos sorrisos; quando paramos para ouvir ou compartilhamos uma história; quando amamos incondicionalmente; quando somos gentis; quando aprendemos a olhar para nosso interior e desvendar os nossos mistérios.
O nosso poder está na capacidade de sermos felizes... Não por imposições, mas por nossas próprias vontades.

Até!

domingo, 8 de abril de 2012

Renascidos

Estava conversando com a minha mãe hoje pelo telefone sobre um “esporão” que ela adquiriu no pé e que está causando alguns transtornos. Á medida que falava pensava em quantos “calos” nós todos ganhamos e carregamos na vida.

Você segue o seu caminho, mas sente aquela ferroada na sola do pé. Aquela dorzinha que cutuca até a alma. Igual aos problemas do nosso cotidiano: Continuamos lá eretos, driblando todos os imprevistos, sem nem ligar para a calosidade em cima dos ombros. Tomamos um gole de chá de ânimo, umas pílulas de coragem, uma massagem de autoestima e seguimos em frente construindo nossos ideais.
Depois que amenizamos os “calos” começamos a cultivar cicatrizes. As feridas que abriram, mas que sabemos um dia fechará com o tempo. Algumas vezes conseguimos esquecer a dor, mas continuamos com as marcas. Seja a cicatriz de um coração partido, de uma mágoa, de um tombo alto. Seja a cicatriz de um acidente de moto, da queda de um muro ou da bicicleta na infância; da bala da arma protegendo um cidadão em um assalto, do arranhão de um prego durante a construção da sua casa.
Não somente as cicatrizes adquiridas pelo destino, mas também àquelas que escolhemos. A tatuagem que marca um momento, uma história, uma amizade, um amor, um filho. As marcas de uma tinta que arranha; que provoca dor e até lágrimas, mas que depois abre sorrisos.
Talvez você possa estar achando esse assunto um tanto quanto duro para um dia de tanta comemoração. Talvez seja essa mesmo a intenção. Refletirmos que durante todos os calos, cicatrizes e arranhões podemos encontrar logo em seguida a calmaria. Olhar-nos no espelho e renascer. Encontrar um novo “eu”... Um novo rumo...
Em datas como hoje é que paramos para pensar nos espinhos da vida. Todos nós carregamos cruzes e sofremos por elas. Porém, ao mantermos nossos olhos brilhantes e nosso coração aberto nos transformamos em seres fortes. Nosso corpo e espírito suportam tudo aquilo que nos obrigam a carregar ou que escolhemos passar. As feridas sempre farão parte da nossa trajetória. Elas nos lembram do quanto podemos ser diferentes e melhores!
Bjus!


terça-feira, 3 de abril de 2012

É de Chocolate!

Coloquei esses dias numa rede social um trecho de uma música que a minha filha anda cantarolando pela casa. Na verdade, ela está ensaiando para uma apresentação da escola e ficou pasma quando descobriu que eu já a conhecia.

A música chama-se "É de chocolate" e foi cantada nos anos 80 pelo Trem da Alegria. Não há quem viveu nessa década que não tenha também cantarolado esses versos:

" Por de trás do arco-íris, além do horizonte... Há um mundo encantado feito pra você... Onde um sonho colorido mora atrás do monte... Quero te levar comigo quando amanhecer...

Vou te mostrar que é de chocolate... De chocolate o amor é feito... De chocolate, choco, choco, chocolate bate o meu coração..."

Poder acompanhar a alegria da minha filha diante essa data e toda a fantasia que ela carrega por um coelho de orelhas rosadas me deixa feliz e remete a minha infância. Acho que não preciso enaltecer que o significado da Páscoa, para os Cristãos, assim como eu, vai muito além da simbologia dos ovos de chocolate e do coelho; sabemos a verdadeira intenção desse feriado e de tudo que podemos refletir através dele, porém é sempre fascinante entregar-se á magia.

Assim como o Natal, a Páscoa também bate recordes de consumo. Não pesamos mais as gramas de chocolate oferecidos, mas os mini brinquedos que os ovos carregam. O doce feito de cacau cedeu lugar para as surpresas. Uma realidade bem distante daquela que eu vivi. Prezávamos mais a qualidade do produto e o antigo custo x benefício.

Na minha infância adorava acordar no domingo de Páscoa e patrulhar a casa em busca do meu ninho. Por muitas vezes em cestas, outras em caixas, mas sempre recheado com os mais variados doces. Lembro-me que além do chocolate, nossos ninhos continham pão-de-mel, torrone, bala de goma, cascas de ovos de galinha pintadas por nós e recheadas de amendoim e coelhos de chocolate maciços. Quem nunca brigou para comer as orelhas do coelho?

Passávamos a tarde mostrando nossas guloseimas para os amigos e arrumando e desarrumando a cesta. Na segunda-feira após o feriado era comum as lancheiras virem fartas de chocolates. Cada um exibindo seu presente de Páscoa!

Ainda não escolhi o meu ovo preferido. Somos bombardeados com muitas delícias. É ovo com recheio de trufa; com mousse; metade branco, metade preto; com avelã; puro ao leite; meio margo; ligth e diet. Uma vasta e variada floresta encantada de chocolate capaz de atordoar até o coelho da Páscoa.

A única coisa que nunca muda, que nos acompanha pelos anos é a forma como nos unimos nesses dias para compartilhar a Páscoa. Seja o seu jejum na sexta feira santa; seja o seu gesto de abdicar de uma carne vermelha. Seja no domingo, em volta de uma mesa farta reunir sua família para celebrar a vida.

Não importa se o coelho vai deixar pegadas maiores ou menores; se o ninho dos seus filhos será grande ou apenas simbólico. Se nem todas as pessoas que ama poderão juntar-se a sua celebração. O que importa mesmo é a sua renovação. A oportunidade de reavaliar suas atitudes; medir sua alegria, seu amor ao próximo e sua coragem diante ás mudanças. O que interessa mesmo é guardar ao longo do ano todo esse encantamento... Acreditar que a vida mesmo com os problemas de todos os dias pode ser doce.

Pra matar a saudade:




Feliz Páscoa!!!
Até a próxima...

quinta-feira, 29 de março de 2012

Quando eu Crescer...

Um dia quando crescer eu quero ser grande! Eu quero levantar o braço e alcançar o céu. Lá de cima quero olhar para o mundo com os meus olhos gigantes acreditando que todos os problemas são menores que nós. Com a palma da minha mão vou abraçar todos aqueles que precisarem de um conforto. Com a ponta dos dedos vou empurrar um amigo para o seu sonho. De passadas firmes e longas vou abrindo caminhos.

Da minha mesma altura serão os meus valores. Vou carregá-los lá em cima, bem como o sorriso que estampo no rosto. Vou nutrir sentimentos grandiosos também. Vou amar com tanta emoção que muitos corações vão sentir-se aquecidos.

Na grandeza da minha vida não vai ter lugar para bobagens. Para míseros choros e resmungos de saudade, nem para pessoas pequenas. As tristezas que fazem parte da vida também não vão ocupar papel de destaque. Alguns tropeços de vez em quando, mas não a queda. Eu olho para baixo e enxergo a dificuldade de reerguer-me se eu cair, mas se for preciso construo alças que me impulsionem novamente para cima.

Dizem que o céu é o limite. Sim, aparentemente é lá que todos adormecerão. Porém, nessa longa jornada até as alturas podemos subir devagar todos os dias. Subir no sentido de elevar-nos. De sermos melhores para nós e para quem nos rodeia. Levantar a cabeça e trilhar o caminho da felicidade. Não querer mais do que possa ter ou carregar. Aceitar os desafios e agradecer pelas vitórias.

Não vamos criar asas e subir direto ao céu. Mas podemos ser anjos cuidando uns dos outros. Eliminando pré- conceitos; aceitando diferenças; valorizando mais o sentimental do que o material. Talvez essa leveza de espírito eleve realmente a nossa alma e torne a nossa estadia aqui embaixo bem parecida com o paraíso do céu.
Bjus!

segunda-feira, 26 de março de 2012

Eu Faço Parte Dessa História!

Já faz alguns anos que eu comecei a encarar a minha cidade, a minha cidade natal com outros olhos. Talvez o fato de não morar lá me faça sempre primeiro enxergar todas as suas qualidades e deixar escondido os seus defeitos. É claro que eu sei que eles continuam alguns até piores de quando eu fui embora, mas, assim como tudo na nossa vida, prefiro valorizar mais as coisas boas.

Talvez também por quando estou lá sou mais turista que habitante. Sou visita! Muitos passeios e risadas... Acalento para o meu coração e combustível para a minha alma. Reencontro com os amigos, convivência com a família, não com os problemas dela.

Com certeza esse imenso mar de razões justificáveis faça hoje eu enxergar Porto Alegre como um paraíso. Não enfrento o trânsito na hora do “rush”; não frequento hospitais e lugares públicos; não reparo no lixo jogado nas paradas de ônibus; não sinto o calor sufocante do verão nem a umidade do inverno. Os meus olhos só captam a luz incandescente do sol que nasce e dorme com a mesma beleza; de um céu azul quase transparente; de parques habitados por alegria; de flores e árvores que me tocam ao passar nas ruas; de um cheiro específico que só sinto quando aterriso no Salgado Filho.

Mesmo assim todas as características marcantes de Porto, as boas e as ruins, continuam  dentro de mim e as carrego para onde quer que eu vá. Seja o gesticular das mãos ao contar uma história; as gírias e a timidez que se confunde com o falar alto. A saudade do churrasco de costela, o chimarrão compartilhado com os amigos. A rivalidade da dupla Gre-Nal; do xis prensado de coração; de contar uns “pilas” para o troco no “super”.

Não sei bem explicar como essa grande cidade, meio provinciana ainda, desperta em mim tantos sintomas. Muito mais que as minhas raízes, sejam talvez as lembranças de tudo que deixei para trás. De ver o shopping Iguatemi dobrar de tamanho; de aprender a segurar o carro na lomba da Lucas; o apogeu da Praça da Encol junto a Nilo; das festas de comemoração na Goethe. Quando criança deslizar de patins no Marinha; andar de xícara no parquinho da Redenção; ouvir meu irmão falar dos barzinhos da Osvaldo. Comer num rodízio de pizza da Cristóvão; bisbilhotar a feirinha hippie de sábado da Rua da Praia.  As baladas na “Croco”, Berlim, Taj Mahal, Santa Mônica, FBI e várias outras. Oktoberfest na Sogipa, passeio de barco, Pôr-do-sol em Ipanema ou no Gasômetro.

São infinitas recordações de uma infância e adolescência que muito mais que marcar, construiu a minha vida adulta. Cenas e lugares que quando eu volto á cidade trazem á tona a alegria de se viver lá. Não me importo mais com o nosso bairrismo e com a nossa grossura. Aprendi a valorizar a nossa cultura e a nossa grande capacidade de sorrir para as pequenas coisas.

Já expliquei para todos os cantos que não vivemos em cima de cavalos e trajados de bombacha. Não somos todas loiras e nem todos os gaúchos saem por aí dizendo “Tchê barbaridade”. Nossas festas não acontecem somente em CTG e sim, além do frio, faz muito calor naquelas bandas. Ah, mais importante que qualquer cômodo da casa, a churrasqueira é indispensável.

Hoje, a minha Porto Alegre ao completar 240 anos está bem diferente daquela que conheci a mais de 30 anos atrás. Não vi como o meu pai o Guaíba ser aterrado, mas presenciei o crescimento das árvores. De ruas ganhando asfalto; de pampas que deram lugar a prédios arranha céu. De comércios que continuaram com a mesma fachada, de outros que fecharam e de novos que surgiram. Escolas, faculdades, teatros, estradas, viadutos e perimetrais.

Ao longo dos anos eu cresci junto com a cidade e mantive aquele mesmo olhar. Em alguns momentos diante as tristezas ele podia estar preto e branco, mas em todos os outros continua multi colorido. Os meus olhos podem por alguns momentos desviar a atenção, ou ser visão em outras terras, mas jamais perde o foco em Poa. É lá que meu coração vibra e chora com a mesma intensidade. É lá em Porto que eu me acho;  que eu falo a minha língua e me sinto em casa. É lá que eu pretendo viver em paz!
Um beijo... Boa semana!

sexta-feira, 23 de março de 2012

Chama Acesa

Já estou alguns dias com a palavra ENTUSIASMO rondando a minha cabeça. Num momento em que tento superar fatos tristes, quero também me sentir entusiasmada. Sentir-me inteira diante à vida.

De repente nas pequenas ações do dia esquecemos de usar o nosso melhor. Protelamos ou simplesmente guardamos as nossas forças para um futuro que continua incerto. Sabemos o certo e o que precisa ser feito, mas nos entregamos pela metade... Medimos demais nossas atitudes.

Está na hora de sorrirmos com vontade; mostrar os dentes... Cantar alto com o filho no chuveiro as músicas que também rodeavam a nossa infância... Lambuzar-nos com sorvete e chocolate... Tomar banho de mar e não nos preocupar com a areia da praia... Andar de bicicleta deixando o vento bagunçar os cabelos... Rolar na grama... Gritar com força o gol do time do coração no estádio... Dançar uma música... Escrever uma poesia... Estender a mão para alguém que precisa... Ser apenas companhia para o outro.

Talvez encher-se de entusiasmo seja muito mais que tudo isso. Seja aquele fogo interno que sobe as entranhas e estimule nossos atos. A ousadia para uma decisão; o empurrão para uma mudança. Talvez seja o relógio da vida: O tic e tac do coração. O improviso dos imprevistos, a intensidade que nos faz correr em direção aos sonhos. Talvez seja o nosso olhar esperançoso pelos desafios; a grandiosidade que encaramos os pequenos sinais.

O beijo roubado, o abraço inesperado no meio do dia. A lágrima que cai diante uma cena de filme. A despedida sofrida numa partida e a família em volta da mesa no domingo. As pernas pro ar num dia de folga; a piada sem graça contada na roda de amigos; o silêncio no cansaço. Com certeza nosso entusiasmo pode vir  como conta gotas ou transbordando pelo caminho. É dentro de nós que está o controle. A válvula que libera ou segura a nossa alegria, a nossa vontade de estar aqui... VIVOS!!!!

Bjus... Ótimo Final de semana!