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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Fuxicando

Já faz algum tempo que fiz minha carteirinha de artesã pela Fundação Cultural aqui de Joinville para poder expor as minhas peças de fuxico e “biju” para a comunidade. Já faz um ano que o artesanato entrou na minha vida como terapia e continua sendo um ótimo psicanalista pessoal. Além, é claro, de render uma graninha sempre bem vinda aqui em casa! Com a carteirinha tenho a chance de todos os sábados expor numa feira que acontece no centro da cidade em frente à biblioteca municipal. Ainda não consegui ir muitas vezes, na verdade um dia apenas, porque quando não é o Marcelo que está de folga e aproveitamos para passear é a chuva que atrapalha meus planos.

No sábado que consegui participar da feira, pleno sábado véspera de feriado do dia das crianças saí de casa toda animada louca para montar a minha mesa e vender tudo. No início da manhã o movimento já estava fraco e as poucas pessoas que apareciam procuravam bonecas de pano para presentear alguma criança. Umas tímidas mulheres paravam para bisbilhotar e eu sorridente fazia propaganda das minhas peças. Olhares daqui, dali e ninguém comprava nada. OK! Vou pegar o meu livro e dar uma lida. Até que uma senhora também participante da feira chega com seu marido para montar a sua barraca. Acomodaram-se do meu lado e começaram a abrir o material. Eram fofinhas roupinhas para cachorro.

Por um breve momento, e foi breve mesmo, pensei se alguém realmente comprasse roupa para seu cão, mas fui surpreendida pelo movimento devastador da banca. Enquanto eu estava ali, lendo, roendo as unhas, rezando para uma alma caridosa me contemplar com uma compra, a barraca dos cachorros estava “bombando”. Ela vendeu chapéu, vestido, macacão, lenço, de tudo. Tudo que seu lindo cãozinho precisa para ficar belo e quentinho.

Foi verdade... Fui arrasada pela tia dos cachorros! Todos achavam meus brincos lindos, mas preferiam gastar seu “dindin” na barraca vizinha. Para completar a maré de azar uma nuvem preta de chuva parou bem em cima da feira e uma ventania estava quase levando as barracas embora. Eu tive que as pressas recolher tudo e de mãos vazias voltar para casa. Não vendi nada, nadica, nem um vintém... Levantei a cabeça, estufei o peito e saí jurando ódio mortal pela barraca dos cachorros.

Claro que não! Coitadinha da tia que teve uma ótima sacada e descobriu nas roupas de cachorro um belo atrativo para a feira de artesanato. Não tive chance de ir à feira novamente, acho que nesse final de semana vou me atrever novamente... Sabe como é... Desistir...JAMAIS!!!!! E, quem sabe, junto com os fuxicos leve também umas bijus para cachorro... Não to apelando não... Só estou dançando conforme a música!!!

Olha a banca aí:


Bjinhos!!!!!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Jeans surrado

Eu sou viciada em calça jeans e tenho quase certeza que dentro do seu armário tem aquela calça velha que você não se desfaz. Talvez nem sirva mais, mas você continua com a esperança que seus 3 kg a mais vão evaporar e ela volte a vestir perfeitamente. Ela é mais que sua amiga fiel... É sua melhor escolha sempre!

Assim como a calça, você carrega outras coisas na sua vida que talvez precisassem ir para o lixo. Um emprego que lhe paga sem atrasos, mas que não lhe desafia a ser melhor; Um amor que lhe trás comodidade, mas não ilumina seus olhos; Uma vida segura, sem surpresas dentro da comodidade das suas previsões.

Vestimos nosso jeans surrado, nosso coringa, a roupa que nos deixa confortáveis e belos. Nem ligamos para os rasgos que começam a surgir, pelo zíper que emperra e pelas manchas na costura. E assim vamos fazendo com tudo que nos cerca. Não arriscamos comprar o CD de um artista novo ou o livro de um autor desconhecido. Quem dera então experimentar uma comida diferente, mudar a cor do cabelo e pintar a sala de verde limão. Certo, exageros à parte, não vá pintar sua sala de verde limão, ao perdermos a coragem de jogar a velha calça jeans fora, igualmente perdemos a coragem de modificar aspectos tão estruturados na nossa vida.

O meu marido diz que tenho medo de arriscar, pois como uma autêntica taurina preciso de segurança, mas a cada ano, á medida que o amadurecimento vai chegando começo a enxergar novas possibilidades em novas atitudes. A cada desapego ganhamos a chance de viver experiências novas. Livrar-se das velharias, dos pseudo prazeres e da ilusão de perfeição. Estamos nos libertando e permitindo-nos viver outras realidades.

Com certeza vai ser difícil encontrar outro jeans. Porém, um dia em que não estiver procurando você entrará numa loja e ao experimentar a calça nova sentirá aquela sensação tranqüilizante. As mudanças na sua vida também são assim: Começam tímidas, azedas e até dolorosas... Depois se transformam em rotina, prazer e conforto. E o ciclo vai persistindo... Estaremos sempre remodelando o nosso dia, nosso futuro... Vamos acumulando calças velhas e experiências inesquecíveis. Não importa o tempo que leve... E espero que você viva muito... Nesse meio tempo se entregue as novidades e descubra novos prazeres. A cada amanhecer temos a chance de recomeçar, de escrever uma nova história... Escolha ser o protagonista sempre!!!!

Bjus... Uma boa semana!!!!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O seu MARKETING

Fala-se muito nas empresas em “Marketing” e tudo de bom que ele acarreta. Todas as vantagens que, se bem usado, pode contribuir para o sucesso de uma organização. Porém, você já deve ter ouvido também em “Marketing pessoal”. Vamos dizer que é, mais ou menos, a propaganda de si mesmo... A forma como você se apresenta, se enxerga, se vende! E não to falando de você somente no seu trabalho, galgando novos cargos, postos ou aquilo que almeja, estou falando também em como você se apresenta para o mundo, para a vida.

Muitas pessoas são especialistas em marketing pessoal... Vendem espetacularmente sua imagem que até duvidamos se há tanto conteúdo dentro delas mesmo. Porque não adianta somente vender a casca, a embalagem se o interior estiver estragado, violado... Aí é propaganda enganosa! Você não precisa colocar no seu rótulo todas as suas qualidades, mas precisa deixar explícitas as suas características mais relevantes.

Há diversas formas de se fazer esse marketing, de colocar seus pensamentos fora de sua alma e fazer com que os outros enxerguem e o entendam melhor. É um hábito, um costume, uma forma de transformar suas convicções em atitudes positivas, que de alguma forma lhe beneficiem... Dentro da sua empresa o marketing pessoal pode lhe trazer status social, novas oportunidades de negócios e até a sua realização profissional... O seu marketing, aquele que você usa no seu dia-a-dia pode lhe dar escolhas de agir. Você decide o que é bom ou ruim para você. No trabalho ou na sua vida pessoal encare como um desafio, uma chance de se analisar, se conhecer e aí sim se mostrar.

Sem dúvida não é tão fácil quanto parece se promover, se analisar, se entender... Entre o Marketing pessoal e a humildade há uma linha muito fina, muito próxima. Não deixe que a sua exposição de valores arrebente a linha da sua simplicidade, da sua educação, do seu bom senso. Não há problema em se mostrar, em tornar-se visível... Seja coerente, use as ferramentas certas para o seu crescimento e torne-se um especialista de você mesmo!!!!

Bjus... Ótimo final de semana!!!!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Novos ventos

Você já deve ter escutado a música do Biquini Cavadão “Vento Ventania”:


“... Me leva para as bordas do céu, pois vou puxar as barbas de Deus... Vento ventania me leve pra onde nasce a chuva, prá lá de onde o vento faz a curva... Me deixe cavalgar nos seus desatinos, nas revoadas, redemoinhos...”

Depois da ventania que sempre acontece nos dias anteriores ao feriado de Finados, trago á tona esse vento... Esse ar que algumas vezes nos incomoda, mas que outras nos liberta. Assim como o vento que varre tudo por onde passa... Nós também nesses dias nos apoderamos de sua força para fazermos uma faxina na nossa alma e colocarmos o lixo das nossas tristezas fora. Igual ao ar em movimento nos mexemos também a procura de sensações mais quentes, temperaturas mais amenas ou furacões devastadores.

Ao sentir o vento batendo no rosto me encho de esperança, de novas possibilidades, de terras que se modificam e abrem novos caminhos. De tudo que estava estático e que saiu do lugar e se transformou em algo diferente. Quando a ventania invade o nosso corpo, assim como ataca cidades, nos destrói, nos desgoverna... Mas, diferente das estruturas que são abaladas no mundo, dos desabrigados e das perdas materiais e humanas, o vento dentro de nós nos permite recomeçar... Entramos no seu redemoinho, no seu abismo para depois voarmos na brisa de novas perspectivas. Suavemente abrimos os olhos e identificamos novos traços... Novas vias... Horizontes que estavam encobertos e que agora se transformam em muitas alternativas.

O vento carrega o pólen para as flores, ajuda a primavera a florescer... Ajuda a natureza a ficar colorida e viva. As sementes também são colocadas dentro de nós para cultivarmos, para colorirmos nossos dias, nossos atos, nossos sonhos... O vento dá força para a vela impulsionar o barco, desbravar o mar, deslizar sobre as ondas e descobrir a imensidão do oceano. A mesma imensidão dos nossos sentimentos... Ele sopra nossas incertezas e nos ajuda a recompor nossos valores.

“... Me leve sem destino. Quero juntar-me a você e carregar os balões pro ar. Quero enrolar as pipas nos fios, mandar meus beijos pelo ar... Vento ventania me leve pra qualquer lugar, me leve para qualquer canto do mundo... Ásia, Europa, América...”

Nos apossemos então das correntes de vento para comandar a nossa vida. Elas não tem caminhos certos e planejados... Nós mesmos podemos moldar nosso destino, nossas ações, nossas ventanias... Não espere o seu vendaval transforma-se em ciclone para começar agir a seu favor... Aproveite a brisa, o bom senso para tomar ou redefinir escolhas... A sua ventania está aí, em algum lugar precisando se movimentar... Liberte-a dentro de você!

# Este texto foi publicado ontem na minha coluna COTIDIANO no portal http://www.dentrodobairro.com.br/.

Bjus!!!!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A turma da "Katcha"

“Era uma vez sete amigos que se conheceram no trabalho... Eles se identificaram, não logo de cara, mas ao passar do tempo se uniram para compartilhar momentos de alegria”.


Como é lindo o início dos contos de fadas não! Faz-nos acreditar que tudo é possível e verdadeiro... E essa história foi real mesmo... Continua presente na minha vida e, de alguma forma, se transformou numa linda história de amor...

Há exatamente 12 anos atrás quando comecei a trabalhar encontrei algumas pessoas que transformavam o meu dia em algo mais que valioso... Ganhei amizades sólidas e duradouras que me acompanham até hoje. Tudo começou quando eu, a Déia, a Laura, a Lia, o Marcelo, o Edson e o Marnem fundamos a “turma da Katcha”... A turma da Cachaça!!!! Na verdade nunca fui uma boa parceira para beber todas e tal, mas modéstia a parte sempre fui uma ótima companhia para celebrar, ouvir e chorar. Reuníamos-nos para tudo... Beber, comer, rir, dançar, viajar... Fizemos algumas indiadas e temos muitas histórias que relembramos sempre que nos encontramos. Foi uma época mágica nas nossas vidas!

E como em toda turma sempre surgem os casais... O primeiro foi desmascarado... Na verdade, o Edson sempre deixou bem escancarado... Ele e a Déia são casados até hoje e a menos de um ano nasceu o Murilinho... Um príncipe! E, é claro que a história de amor também aconteceu comigo... Foi na “Katcha” que conheci o Marcelo... Primeiro éramos só amigos mesmo... Nunca passou pela minha cabeça me envolver com ele. Até que um dia ele desabafa tudo que sente e me deixa na defensiva... Foram muitas tentativas até ele desistir... Aí eu comecei a sentir falta... Tinha que ouvir a Lia e a Laura principalmente sempre nos meus ouvidos dizendo: “Jú... Esse careca vale ouro”! Pois é... Eu paguei pra ver... E descobri que valia mesmo!!!

A Turma da “Katcha” tenta se encontrar às vezes... É difícil reunir todos os membros, mas mantemos contato seguido. São aquelas amizades que podem passar anos... Eles estarão sempre lá fazendo parte da minha história e me ajudando a escrever os próximos capítulos. Mais tarde o marido da Laura, o Marcos, também nosso colega de trabalho, foi aceito na “Katcha”... Aos poucos nosso clube vai crescendo, se transformando... Já não temos mais a empolgação daqueles anos... Muito mais que nos reunir para tomar uma cerveja... Reunimo-nos para celebrar a nossa amizade!!!

E realmente é o que importa... Cultivar amigos... Lembrar histórias... Viver novas façanhas!!! Eu sei que conto de fadas não existe... Mas escrevemos uma linda história lá no shopping Iguatemi de Porto Alegre... Não encontrei o príncipe encantado... Ganhei um amor verdadeiro e amigos leais para sempre... Pra mim já é uma bela realidade!

Olha aí a Laura, a Déia, eu e o príncipe!!



Bjinhos... Um especial para a minha amiga Laura, minha cupido...

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Sobre a morte...Sobre a vida!

O dia de hoje é meio estranho. É um dia para cultuarmos a morte, mas não a nuvem cinza que paira sobre essa palavra... Relembrar das pessoas queridas que estiveram ao nosso lado e que precisaram partir. É um dia difícil também, porque quando perdemos alguém usamos do tempo para tentar amenizar a dor, a saudade, e essa data geralmente trás tudo á tona... Nos deixa desconfortáveis com o nosso sentimento, com as nossas superações.

Não gosto de cemitério, nem aquilo que ele representa... Não sou a favor te contemplar um túmulo, colocar flores e orar. Um pedaço de concreto, de restos, não conforta para mim a perda de alguém... Mas os pensamentos, o sentimento que carregamos dentro do coração... Esse sim invoca a alma... Estimula tributo e floreia o espírito.

Talvez, ao contrário de mim, hoje você já tenha dedicado um tempo visitando o túmulo de alguém que perdeu... Importante fazer isso se lhe representar algum conforto. O que vale é entender que a dor da saudade nunca será provisória, passageira, estática... Ela nos acompanhará todos os dias, mas aprenderemos a sobreviver, através de lutas diárias a enfrentá-la, a transformá-la em uma saudade sadia, revigorante, cheia de força para continuar vivendo.

Para terminar, aproveite o dia de hoje, tão cheio de reflexões para lembrar que você está vivo e tem a obrigação de continuar fazendo o seu melhor, o seu tudo... Faça primeiro por você, depois em homenagem a quem daria tudo para estar ao seu lado desbravando a vida. Doe seu tempo ás coisas importantes do mundo... Liberte-se de tudo que sufoca o seu espírito e abra seu corpo e sua mente para vibrações positivas. Deixe a luz entrar e tomar conta de você. Viva hoje, viva agora... Só temos essa... Torne-a importante para você!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Quarto escuro

Ainda inspirada pela Martha Medeiros, já mencionei que estou lendo um dos seus livros de crônicas e me interessou uma em particular que colocava em pauta a divisão de quartos entre irmão. E quando falamos em dividir o quarto estamos falando em dividir uma parcela relevante da nossa vida, pois é lá que geralmente nos refugiamos, tomamos fôlego, nos entregamos ao choro, às risadas... Um pouco de tudo!

Eu nunca dividi o quarto com o meu irmão, para a minha tristeza, porque ao contrário da maioria das minhas amigas que se batiam em beliches nas suas casas, eu as invejava por estar sozinha no meu. Com certeza tendo um quarto só para mim tinha autoridade total para colocar um pôster dos “Menudos” na parede e deixar a casa da Barbie montada não provisoriamente, mas volta e meia pegava as minhas tralhas e bandeava para o quarto dele. Eu fazia uma bagunça geral... Usava naquela época as fitas cassetes para fazer de sofá das minhas bonecas e ainda pegava seus “Playmobil” para fazer de filhos das mesmas. É claro que quando ele chegava em casa eu arcava com as conseqüências da invasão.

Sem falar que eu morria de medo da madrugada. Como qualquer outra criança tinha pesadelos horríveis e como sempre fui noturna, custava a pegar no sono e ficava muito difícil manter os olhos fechados sem pensar em alguma bobagem. Parecia que sempre tinha alguém me observando... Eu recolhia o meu travesseiro e corria sorrateiramente para o quarto do meu mano. Montava uma cama de almofadas ao lado da sua e boa noite! Pela manhã era pisoteada, mas tudo bem... Melhor que ficar sozinha e com medo. Acho também que o grande atrativo chamado televisão me faziam optar pelo outro quarto. A não ser quando ele me fazia de controle remoto, aí eu me arrependia de ter entrado. Era impossível não se render aquele quarto. Além da televisão tinha som embutido na cabeceira. O meu quarto era todo rosa e quando falo em todo é todo mesmo. Minha cabeceira era um imenso coração almofadado rosa. O pior é que ainda curto a cor, mas claro que nas suas devidas proporções.

Depois de alguns anos torturando o meu irmão que se vingava das minhas bagunças enforcando as minhas bonecas no ventilador de teto, descobri que a solidão, que eu tanto evitava depois se tornou uma grande amiga, uma parceira nos percalços da adolescência. Não tinha nada melhor que fechar a porta do meu quarto, do meu templo rosa e viver o meu mundo, aquele mundo construído especialmente pra mim, do meu jeito, com as necessidades que me cabiam. Mais tarde ganhei uma televisão, usada, mas já vale... Depois um telefone, um som... Até que o meu irmão saiu de casa e seu quarto perdeu toda a graça. Obviamente anos depois herdei os móveis, os repaginei, é claro, mas ainda me recordo da sensação de proteção que tudo aquilo me representava.

Mais que a vontade de dividir um espaço, era a minha vontade de dividir o contato. Sempre fui a irmã caçula pentelha, que enchia o saco, mas que morria de orgulho do irmão mais velho. Poder estar com ele, naqueles momentos era especial e tenho certeza que também para ele. Sair do meu quarto escuro fez parte do meu crescer... Mas, o mais importante sempre foi encontrar a luz que só a companhia dele me proporcionava. Foi amontoada nas amolfadas que descobri que aquele cara seria mais que uma companhia para as noites de terror... Estaria ao meu lado pra sempre...

Bjus... Boa semana!!