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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Descansa Amigo!

"É tão estranho...Os bons morrem jovens... Assim parece ser... Quando me lembro de você... Que acabou indo embora... Cedo demais..."

Essa foi a estrofe da música do Legião Urbana que navegou na minha cabeça essa semana após ter recebido a notícia que meu concunhado havia falecido. Já contei um pouco da história dele aqui; desde 2010 lutava contra um câncer de laringe. Em maio do ano passado, no dia das mães, ele sofreu uma parada respiratória e desde então dia-a-dia tudo ficou mais complicado.

Na madrugada do dia 8 agora eu recebi a notícia que já sabíamos que viria, mas que o coração demorou para aceitar. Depois de muito sofrimento e luta, seu Carlos Roberto, mais conhecido como Nenê, nos deu adeus e foi descansar ao lado dos anjos.

Uma correria na madrugada entre as cidades de Curitiba e Porto Alegre. Minha cunhada e sobrinha lá providenciando um processo triste e cansativo de adeus final... Nós aqui nos agilizando para pegar a estrada e poder dar aquele abraço de conforto ás pessoas que ficaram.

Foram oito longas horas de viagem na madrugada sem dormir pensando em todos os momentos que foram vividos até ali. Na vida que se foi e nas que precisam continuar na batalha. Na preocupação com os filhos agora órfãos, na família e nos amigos que precisam de apoio.

É muito difícil lidar com a morte e com todos os sentimentos que ela provoca. Sejam de dor, remorço, saudade ou medo. Perder alguém dos seus laços é muito sofrido. Ainda mais pessoas jovens e queridas. Faz-nos pensar o quanto precisamos cuidar de nós e das nossas escolhas. O quanto nosso caminho deve ser trilhado com amor e com sorrisos. Assim como a música que citei lá no começo, me parece cedo demais deixar essas pessoas irem embora. Porém, essa decisão não nos cabe, está além do nosso controle e da nossa vontade. Entregamos na mão de algo superior, que nos rege na vida e também na morte.

Nós perdemos um cara cheio de opiniões, conversas, histórias e bom humor e ganhamos já a saudade, mas a certeza também que aí em cima também estará fazendo a festa! Guardamos as lembranças dos momentos de alegria e de convívio. Guardamos dentro de nós a certeza que um dia nos encontraremos novamente. Vai em paz Nenê... Encontra o teu lugar perto de Deus e começa aí uma nova vida... Uma vida de luz!!!! O tempo nos ensinará a viver sem a tua presença, mas no nosso coração você jamais irá embora!!!

 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O Que Você Faria?

Estou agora no inicio da madrugada assistindo o Planeta Atlântida e me inspirei com o Dinho Ouro Preto e seu Capital Inicial. Eu que tenho grande simpatia pela banda, primeiro por manter vivo um rock denúncia de 30 anos atrás, segundo por extravasar no palco uma energia ímpar. Porém, hoje especialmente me empolguei com uma pergunta que o Dinho fazia á platéia, refrão da música, Quatro vezes você: “O que você faz quando ninguém te vê fazendo, ou o que você queria fazer se ninguém pudesse te ver?”
E você? O que faz quando ninguém te vê? Cantarola no chuveiro? Tira “tatu” do nariz? Come um sanduiche triplo? Encolhe a barriga no espelho? São coisas simples e banais ou até comprometedoras. Atos impensados, fantasias, neuras e manias. A verdade é que quando estamos sós ou no silêncio dos nossos pensamentos fazemos coisas que até Deus duvida. Sem o julgamento da sociedade nos atrevemos a agir sem pudores e sem medir as conseqüências.
De repente, somente sentados tranquilamente no sofá já estamos quebrando a regra: àquela de que o trivial não trás felicidade. É claro que sim! Nada melhor quando ninguém por perto e você apropria-se do controle remoto e comanda a programação da televisão.  Ou numa confortável poltrona devora um livro. Ouve um CD inteiro; fecha os olhos apenas e escuta o som do “nada”...
Não há como imaginar todas as possibilidades se fôssemos invisíveis. Uma mulher poderia estar depilando os pêlos do buço; Um homem poderia simplesmente estar “coçando o saco”. Desculpa a veracidade da descrição, mas geralmente é na nossa reclusão que fazemos o trabalho sujo: Pintamos o cabelo; cortamos o pêlo que insiste sair do nariz; tiramos a cera do ouvido com o palito de dente; emparelhamos a sobrancelha; cortamos as unhas que saltam longe; lambemos a colher que devolvemos para a travessa. Opa, desculpa mais uma vez... Misturar "tirar cera com lamber a colher" é meio nojento, mas sabe como é, escondidinhos nem ligamos  para tal "sujeira literária". Quando ninguém nos vê chutamos o chinelo no meio do caminho; dançamos de roupa íntima; choramos com a novela; conversamos com o cachorro, o gato e o papagaio. 
E muitas outras coisas gostaríamos de fazer, mas temos vergonha de nós mesmos. A única certeza é que na solidão da nossa invisibilidade podemos tudo: Ser belos e feios; lentos e velozes; medíocres e inteligentes; criativos e repetitivos. Podemos ser super heróis sem poderes; anjos sem asas; mágicos sem cartolas. Quando ouvimos o barulho da chave na porta e alguém se aproximando voltamos a ser nós mesmos... Que chatice!

Carne e Osso

A verdade seja dita: Eu ando muito nostálgica! Eu juro que to tentando ser mais otimista, aquela velha história de ouvir o próprio conselho, mas sabe como é conselho: Fácil de dar, dificil de seguir!!!

Tem coisas que acontecem a nossa volta que nos enfraquecem. Que aos poucos levam nosso bom humor embora e transformam dias ensolarados em frequentes tempestades. Eu consigo disfarçar a minha tristeza e plantar o sorriso no rosto com certa facilidade quando estou em volta das pessoas que eu quero bem e me querem também. Porém, na solidão dos meus pensamentos é difícil esconder o meu pranto.

Cuidar de mim é tranquilo. Estou aprendendo a equilibrar esse turbilhão de emoções que se divertem no meu interior, mas cuidar dos sentimentos dos outros é muito complicado. Tentar confortar; dar esperanças; e ser todo o apoio que alguém espera é difícil. Um peso que torna-se ainda mais pesado pelas minhas próprias cobranças.

Tenho muitos motivos para ser feliz. Tenho muitas razões para olhar para o céu e agradecer tudo que eu ganhei e conquistei. A tristeza que de vez em quando bate à minha porta é o reflexo de mudanças que precisam acontecer. De ciclos que se esgotaram; de aventuras que agora precisam descansar.

Na verdade, também já esgotei de falar sobre mudanças. Esse é um assunto que anda me perseguindo. Talvez o problema seja esse mesmo: Querer viver o futuro. To precisando me concentrar mais no presente... Encontrar hoje aqui formas de chagar lá na frente mais inteira... Não me quero em pedaços!

Desculpa então, se volta e meia eu parecer assim... Cansada de mim! Aos poucos a gente descobre que a fragilidade faz parte do ser; Viver intensamente todas essas emoções demonstram a nossa sensibilidade. Mostra que, mesmo nos cobrindo de uma casca dura, somos feitos de carne e osso...

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Poema: DESBOTADA

"Se eu digo adeus, não quer dizer que estou indo para sempre...
Em algum lugar, perdido no tempo, ainda estarei respirando as lembranças...
De um passado, de um presente e de um futuro que ainda não tem direção...
Posso me esconder, posso até mentir... Não há lugar melhor do que aqui...
Que guarda as minhas histórias; renova as minhas pegadas e oxigena a minha alma...
Preciso ir, mesmo querendo aqui ficar... Levo comigo mais que a saudade... O desejo de nunca realizar tudo...
No meu aceno que a lágrima desbota, eu deixo o meu beijo... Não vou olhar para trás, me impediria de ir, mas, lá na frente, eu enxergo a esperança de nunca mais ir embora..."
Bjus!



domingo, 29 de janeiro de 2012

E Se...

Eu adoro começar o post com uma música... Geralmente é algo que eu ouvi e me transportou há algum lugar ou momento. Hoje, mais uma vez, eu quero compartilhar a letra e o vídeo de uma canção que eu ouvi no espetáculo teatral Tangos e Tragédias aqui em Porto Alegre nesse mês. É uma música antiga do Titãs, bem conhecida também, mas que reflete um ciclo tão cheio de mudanças na minha vida... Chama-se EPITÁFIO!

“Devia ter amado mais, ter chorado mais... Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais e até errado mais... Ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceitado as pessoas como elas são... Cada um sabe a alegria
e a dor que traz no coração

O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger Enquanto eu andar

Devia ter complicado menos, trabalhado
menos... Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos com problemas pequenos... Ter morrido de amor

Queria ter aceitado a vida como ela é... A cada um cabe alegrias
e a tristeza que vier

O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger enquanto eu andar...

Devia ter complicado menos, trabalhado menos... Ter visto o sol se pôr...”


Cada pequena parte da letra coloca-nos de frente com o “SE” do nosso cotidiano. A cada dia deparamo-nos com possibilidades que aproveitamos ou deixamos passar... “Ah, SE eu tivesse feito isso... Ah, SE eu tivesse feito aquilo...”. É muito fácil dentro de mim pensar e dizer que nunca deveríamos passar vontades ou deixar de encarar um desafio. Porém, fazer tudo isso acontecer é muito mais que um simples SE... É o SE das conseqüências e das exigências.
Não há dúvida que complicamos tudo e que depois que deixamos de usufruir medimos a perda. A coragem no ato de uma decisão é a grande incentivadora das mudanças. Somos tão corajosos com algumas atitudes e tão covardes para outras. Ficamos sem respostas e deixamos a vida passar com pontos de interrogação.  Queremos o certo, mas nem sempre o certo é o melhor. Acreditamos no destino, ele existe mesmo, mas não pode fazer tudo sozinho...
Esse é o nosso dilema, que não é novo e nem velho... É sempre atual, sempre nos acompanha por aí: Deixar o SE para trás!!! Enquanto eu penso nessas transformações, queria que muitas coisas mudassem em mim: Queria me conter menos, abstrair mais, resmungar menos, dançar mais, estressar menos, criar mais, examinar menos, aventurar-me mais, falar menos, ouvir mais, encanar menos, acreditar mais, planejar menos, realizar mais... Eu queria desligar-me das perguntas e construir as minhas próprias respostas.
A cada novo dia podemos saborear o gostinho da realização ou do SE... Podemos aprender um novo caminho, uma nova forma de agir... De sermos mais simples e mais sábios, mas com menos cobranças... De não querer somente certezas, mas o mistério das surpresas.
Eu estou nesse rumo... Querendo descobrir essa estrada com menos pedras, com mais flores, com mais ar... De transformar as sensações em atitudes; de colocar o bem estar sempre em primeiro lugar. Todos nós, de certa forma estamos... Todos nós temos a chance de mudar o nosso epitáfio!
Bjus!!!´Boa semana!




sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Partidas e Chegadas

Eu gosto do agito... Gosto da “muvuca” da casa cheia, do atropelamento de conversas e da festa de se estar rodeado de pessoas que nos fazem bem... De jogar conversa fora até altas horas, das lembranças dos tempos antigos, de rir á toa falando bobagens...

Eu gosto de ouvir a minha filha preenchendo toda a casa. Da grande capacidade de apenas uma pessoa parecer várias. Das cantorias, das risadas altas e das brincadeiras de boneca. Eu gosto da mesa do café da manhã apertada, de acampamento pela sala, de almoço feito por várias mãos. Casa cheia, fila para o banho, idéias contrárias, vida comunitária.
Porém, a solidão do silêncio é necessária. Não ouvir nem a própria voz. Nem o barulho dos carros, de nada. Uma música quem sabe, um filme, um livro. Viver na solidão é muito triste, mas ter momentos de silêncio é importante. Aquele breve e silencioso momento de se encontrar, conhecer e decidir coisas que são necessárias. Ou simplesmente fechar os olhos e bloquear os pensamentos. Entregar-se ao descanso e ao descaso de tudo.
Já faz quase 30 dias que estou no agito... Vivendo o entra e sai; o bate e volta; o dorme aqui e acolá... As visitas, os abraços, tudo aquilo que me faz muita falta durante o ano. Mas já está quase na hora de voltar para o silêncio. Para o meu momento de introspecção. As férias estão acabando e eu preciso partir! Viver mais uma vez a saudade, o aperto e todos aqueles sentimentos misturados que mesmo acostumada me derrubam...
Por outro lado, vai ser bom descansar do descanso. Na verdade, quem disse que as férias não cansam? Até as próximas férias ou a próxima visitinha aos pampas vou ter tempo de recuperar o fôlego... E recomeçar a dieta, a academia e todos os projetos para 2012. Á partir do dia 01 de fevereiro o ano vai começar para mim... Vamos nessa!!!!




terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Retomando...

Eu sei que já estou muitos dias sem postar nada por aqui, mas nada melhor que férias para esquecermos da rotina e tudo que vem junto com ela. Não que escrever seja um tormento, pelo contrário, é sempre um prazer e uma terapia, se assim posso dizer, mas até meus escritos precisam de pausa.

Eu ainda estou de férias, mas hoje bateu aquela vontade incontrolável de preencher algumas linhas com tudo que se passa aqui dentro de mim... Passei alguns dias na praia e confesso que esse ano, muito além de descanso, as férias serviram quase como um retiro espiritual. Ter alguém doente na família e viver isso 24h do dia só ressalva em mim o quanto a vida sem saúde não serve para nada. O quanto perdemos tempo reclamando de tudo e assim deixamos de aproveitar os momentos.

Ver de perto a luta de alguém para sobreviver é mais que uma consulta psicológica, são doses diárias e gigantescas de como é importante valorizar o que se tem; aproveitar o simples; ser mais do que ter; não ter vergonha de dizer o quanto se gosta; ir em busca dos sonhos, mas com a certeza de que o hoje já é uma conquista.

Foram férias diferentes sim, porém deu para dormir todas as tardes depois do almoço, comer sorvete sem remorço, rever a família e os amigos. Ainda estou por aqui, em Porto Alegre matando a saudade de tudo e de todos. A agenda está cheia e os dias mais uma vez serão poucos para tudo que eu gostaria de fazer. Ao mesmo tempo que sinto uma pitada de tristeza devido a todos os problemas que eu gostaria de poder solucionar apenas com a força do meu pensamento, mesmo assim, ainda sim, prefiro acreditar que a força do meu sorriso pode não curar, mas ameniza as minhas dores e a de quem eu gostaria de ajudar.

O ano está recém começando. Alguns percalços viram o ano conosco, mas ainda temos muito tempo para superar. A minha meta principal continua lutar para estar mais perto de quem eu amo, deixar de ser visita. Por enquanto, meu único desejo é que meu coração se acalme e eu ganhe fôlego para aguentar o quanto for necessário. Depois do descanso, continuamos a luta!!!

Bjus!!! Te espero aqui comigo de volta!!!