Na semana passada, no sábado dia 26 de março foi aniversário de Porto Alegre... Uma cidade com mais de duzentos anos de história. A única e inigualável capital dos gaúchos. O que dizer dessa cidade que se transformou em metrópole, mas que ainda mantém características provincianas?
Com todo o crescimento ganhamos também alguns problemas como o lixo nas ruas, trânsito caótico, miséria embaixo de viadutos e nas sinaleiras. Ainda enxergamos o reflexo do desenvolvimento e de uma cidade que procura mais espaço para crescer. Que procura uma brecha... Um pampa ainda não habitado. Porém, essa metrópole turbulenta ainda guarda seu charme, encanto e poesia. Porque para quem já viveu longe dela é mais fácil entender a falta que ela faz no dia-a-dia.
É impossível falar de Porto Alegre é não mencionar o pôr-do-sol do Guaíba; a fumaça de churrasco nos domingos; o passeio no brique da Redenção; o chimarrão nas praças lotadas; o clássico GRE-NAL... O cheiro único de uma cidade que brilha céu azul.
Na multidão que se bate no centro da capital ainda se encontra uma Praça da Matriz que mesmo escondida por transeuntes continua imponente guardando o nosso belíssimo Teatro São Pedro; a Catedral; o Palácio Piratini; o Tribunal da Justiça e o Parlamento... Tem o mercado com suas tradicionais bancas e uma não tanto visitada biblioteca pública. A Casa de Cultura Mário Quintana e a anual feira do livro;
Porto Alegre, a nossa "Poa" nos últimos anos transborda cultura de todos os tipos. É parada certa para a música e para o teatro. Mas não se esquece das suas origens, do regionalismo, do seu gaúcho de tradição. Ainda somos bairristas e falantes. Às vezes confundem a nossa expansividade com grossura e a nossa gíria com falta de educação.
Sim... Falamos cantado, temos um dicionário próprio e um tremendo orgulho do que é nosso. Até exageramos vez ou outra... Mas somos assim... Defendemos nossa cultura, nosso povo... A nossa cidade.
Não sei bem ao certo qual é a magia que “Poa” tem... O que ela guarda e desperta em quem vive ou a visita. Não sei ainda dizer por que esse Porto dos casais é assim... Diferente! É exatamente como Fogaça disse um dia na sua música, mais conhecida, pelo menos entre os gaúchos: Porto alegre é demais!
# Este texto foi publicado dia 30/03/2011 na minha Coluna COTIDIANO no portal http://www.dentrodobairro.com.br/.
Bjus!!!!
quinta-feira, 31 de março de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
Despedidas
Dizer adeus para algo, alguém ou lugar é sempre difícil. A gente sempre acha que está preparado, que vai tirar a situação de letra, mas quando chega a hora... Tudo desmorona.
Há despedidas mais tristes... Dolorosas e difíceis como a perda de alguém querido. Porque é o adeus para sempre. É a falta diária que a pessoa fará na nossa vida. É a impossibilidade de falar uma última palavra, revelar um segredo... Simplesmente dizer que ama. É aquela saudade que só o tempo é capaz de amenizar.
Há o adeus daquele lugar que você nasceu. Da sua casa, seu bairro, seus amigos... Sua referência. Ou então, mais complicado como o adeus a sua cidade ou seu estado. Geralmente em busca de crescimento profissional e até mesmo pessoal você sai da comodidade dos seus dias em busca de algo novo. Mas, lá no fundo sempre fica a saudade da sua terra, da sua origem, de tudo que você viveu e aprendeu lá. São dois lados de uma grande escolha: Você sai e ganha experiência, vivência, novos amigos e novas culturas, mas perde um pouco da convivência com a família e dos velhos amigos.
Há despedidas mais amenas... Como a minha no momento... Depois de dois meses de convivência com a mãe e o pai aqui em Joinville... Eles precisam voltar para a casa deles. Foi ótimo tê-los aqui renovando as minhas baterias, mas preciso deixá-los ir e seguir também a minha vida. Mas já estou com saudades!
Seria melhor se não precisássemos nos despedir. Mas é assim que a vida se apresenta. Entram e saem da nossa vida pessoas de todos os gêneros: Boas, más, amigas, infiéis, leais, gentis, grosseiras, passageiras e eternas. Umas ficam dentro de nós para sempre, outras excluímos dos nossos pensamentos. Dizer adeus a essas é fácil... De alguma forma sabemos que não influenciarão no nosso futuro... Mas dizer Adeus a quem se ama dói demais.
Eu hoje só vou dizer até breve... Ficar com o coração apertado, é claro, mas seguir adiante feliz por poder tê-los aqui por muitos dias. Quem sabe, daqui um tempo, a gente deixe as despedidas de lado e volte a compartilhar não pequenos períodos, mas grandes momentos!
Bjus!!!
Há despedidas mais tristes... Dolorosas e difíceis como a perda de alguém querido. Porque é o adeus para sempre. É a falta diária que a pessoa fará na nossa vida. É a impossibilidade de falar uma última palavra, revelar um segredo... Simplesmente dizer que ama. É aquela saudade que só o tempo é capaz de amenizar.
Há o adeus daquele lugar que você nasceu. Da sua casa, seu bairro, seus amigos... Sua referência. Ou então, mais complicado como o adeus a sua cidade ou seu estado. Geralmente em busca de crescimento profissional e até mesmo pessoal você sai da comodidade dos seus dias em busca de algo novo. Mas, lá no fundo sempre fica a saudade da sua terra, da sua origem, de tudo que você viveu e aprendeu lá. São dois lados de uma grande escolha: Você sai e ganha experiência, vivência, novos amigos e novas culturas, mas perde um pouco da convivência com a família e dos velhos amigos.
Há despedidas mais amenas... Como a minha no momento... Depois de dois meses de convivência com a mãe e o pai aqui em Joinville... Eles precisam voltar para a casa deles. Foi ótimo tê-los aqui renovando as minhas baterias, mas preciso deixá-los ir e seguir também a minha vida. Mas já estou com saudades!
Seria melhor se não precisássemos nos despedir. Mas é assim que a vida se apresenta. Entram e saem da nossa vida pessoas de todos os gêneros: Boas, más, amigas, infiéis, leais, gentis, grosseiras, passageiras e eternas. Umas ficam dentro de nós para sempre, outras excluímos dos nossos pensamentos. Dizer adeus a essas é fácil... De alguma forma sabemos que não influenciarão no nosso futuro... Mas dizer Adeus a quem se ama dói demais.
Eu hoje só vou dizer até breve... Ficar com o coração apertado, é claro, mas seguir adiante feliz por poder tê-los aqui por muitos dias. Quem sabe, daqui um tempo, a gente deixe as despedidas de lado e volte a compartilhar não pequenos períodos, mas grandes momentos!
Bjus!!!
sábado, 26 de março de 2011
Dez Mandamentos
Recebi essa mensagem de uma amiga e ela traduz um pouco essa fase de paciência, sonhos e planos... Não acredito em receita de felicidade, visto que ela é um caminho diário... Mas, não custa nada mentalizar tudo que pode ajudar-nos a estreitar esse caminho:
10 Mandamentos para ser Feliz:
1- Curta mais a sua companhia;
2- Tenha alto astral;
3- Viva com paixão;
4- Malhe com prazer e cuide do seu corpo e da sua saúde;
5- Invista em você todos os dias;
6- Celebre as vitórias;
7- Tenha uma vida espiritual;
8- Crie tempo para as pessoas importantes na sua vida;
9- Tenha amigos vencedores;
10- Diga adeus para quem não lhe merece.
Eu sei que todas essas frases e desejos que recebemos todos os dias na nossa caixa de entrada do e-mail parece mais uma utopia, mas, na verdade, são sempre dicas de tudo que já sabemos, mas que, de certa forma, não realizamos. O cotidiano é duro e parar para olhar para si mesmo é complicado, mas a felicidade é primeiro interna. Depende de como enxergamos tudo e todos a nossa volta.
Viver em harmonia é fundamental, mas permitir-se também sofrer os percalços da vida de vez em quando é necessário. Ninguém é cem por cento feliz todo o tempo. Negar um momento de tristeza é se distanciar da solução. O que não vale é não sair da escuridão. Todos os dias temos a chance de recomeçar!
Até breve!
10 Mandamentos para ser Feliz:
1- Curta mais a sua companhia;
2- Tenha alto astral;
3- Viva com paixão;
4- Malhe com prazer e cuide do seu corpo e da sua saúde;
5- Invista em você todos os dias;
6- Celebre as vitórias;
7- Tenha uma vida espiritual;
8- Crie tempo para as pessoas importantes na sua vida;
9- Tenha amigos vencedores;
10- Diga adeus para quem não lhe merece.
Eu sei que todas essas frases e desejos que recebemos todos os dias na nossa caixa de entrada do e-mail parece mais uma utopia, mas, na verdade, são sempre dicas de tudo que já sabemos, mas que, de certa forma, não realizamos. O cotidiano é duro e parar para olhar para si mesmo é complicado, mas a felicidade é primeiro interna. Depende de como enxergamos tudo e todos a nossa volta.
Viver em harmonia é fundamental, mas permitir-se também sofrer os percalços da vida de vez em quando é necessário. Ninguém é cem por cento feliz todo o tempo. Negar um momento de tristeza é se distanciar da solução. O que não vale é não sair da escuridão. Todos os dias temos a chance de recomeçar!
Até breve!
sexta-feira, 25 de março de 2011
Boas Notícias
Nessas últimas semanas eu falava de quanto é frustrante quando fazemos muitos planos e eles não se realizam. Todas essas desilusões que são de algum modo, normais na nossa vida, porque nos ensinam a planejar menos e viver mais.
E quando nos dizem que depois da tempestade vem a calmaria... Estão dizendo a verdade. Depois de todas as turbulências, quando a raiva, a frustração ou a mágoa passam, vem aquela sensação de que a vida continua e de que tudo pode dar certo em outro momento.
E assim aconteceu comigo. Ainda não realizei os meus planos, mas recebi notícias boas que me alegraram e me fizeram respirar mais um pouco. Uma sobrevida àquele inferno astral... Uma tentativa do paraíso de se instalar dentro de mim.
E as chuvas? Lembram que falei que nem elas estavam me dando trégua? Pois bem... O sol também chegou para iluminar os meus dias... Transformá-los em pequenos momentos únicos e especiais.
E assim, mais uma vez o tempo me mostra que preciso de paciência... De viver o meu dia, sem muitos planejamentos futuros. De esperar coisas boas sim... De sonhar... Mas não de construir um momento em cima dessas suposições. Porque os planos são pequenos sonhos a ser alcançados... Mas sem garantias... Sem certezas. Por isso que ao sonharmos precisamos ter consciência de que tudo pode acontecer do jeitinho que idealizamos... Ou, pode ser que tenham algumas mudanças e tropeços. Precisamos entender o tempo e a razão para que as coisas certas aconteçam na nossa vida.
É claro que você não vai ficar aí sentado esperando que o destino e que a energia do mundo o levem para algum lugar. Construa todos os dias um pedaçinho do seu sonho... Um tijolo a mais na realização das suas metas. Uma hora essa energia vai conspirar a seu favor e tudo pode, de repente, andar mais rápido. Mas enquanto não acontece... Não fique parado... Não deixe de aproveitar o que de mais sagrado tem: A VIDA! Seja feliz HOJE!!!!!
Bjus... Bom Findi!
E quando nos dizem que depois da tempestade vem a calmaria... Estão dizendo a verdade. Depois de todas as turbulências, quando a raiva, a frustração ou a mágoa passam, vem aquela sensação de que a vida continua e de que tudo pode dar certo em outro momento.
E assim aconteceu comigo. Ainda não realizei os meus planos, mas recebi notícias boas que me alegraram e me fizeram respirar mais um pouco. Uma sobrevida àquele inferno astral... Uma tentativa do paraíso de se instalar dentro de mim.
E as chuvas? Lembram que falei que nem elas estavam me dando trégua? Pois bem... O sol também chegou para iluminar os meus dias... Transformá-los em pequenos momentos únicos e especiais.
E assim, mais uma vez o tempo me mostra que preciso de paciência... De viver o meu dia, sem muitos planejamentos futuros. De esperar coisas boas sim... De sonhar... Mas não de construir um momento em cima dessas suposições. Porque os planos são pequenos sonhos a ser alcançados... Mas sem garantias... Sem certezas. Por isso que ao sonharmos precisamos ter consciência de que tudo pode acontecer do jeitinho que idealizamos... Ou, pode ser que tenham algumas mudanças e tropeços. Precisamos entender o tempo e a razão para que as coisas certas aconteçam na nossa vida.
É claro que você não vai ficar aí sentado esperando que o destino e que a energia do mundo o levem para algum lugar. Construa todos os dias um pedaçinho do seu sonho... Um tijolo a mais na realização das suas metas. Uma hora essa energia vai conspirar a seu favor e tudo pode, de repente, andar mais rápido. Mas enquanto não acontece... Não fique parado... Não deixe de aproveitar o que de mais sagrado tem: A VIDA! Seja feliz HOJE!!!!!
Bjus... Bom Findi!
quinta-feira, 24 de março de 2011
O Futuro é Hoje!
Hoje eu gostaria de falar sobre o Brasil. Depois de estarmos tão em evidência com a visita do presidente dos EUA Barack Obama vou me apossar de um trecho do seu discurso feito domingo no Teatro Municipal do Rio de Janeiro:
“O Brasil foi durante muito tempo um país cheio de potencial, mas atrasado pela política, tanto aqui quanto no exterior. Durante muito tempo o Brasil foi o “país do futuro” e disseram para que ele esperasse pelos dias melhores que viriam em breve. - Meus amigos, este dia finalmente chegou. Este não é mais o “país do futuro”, as pessoas do Brasil devem saber que o futuro já chegou e está aqui agora. É hora de tomar posse dele.”
Ainda me recordo quando era pequena da figura de Tancredo Neves num palanque em Brasília. Da cara emburrada do Sarney e da difícil época na qual convivíamos com uma terrível inflação. Lembro-me de ir ao supermercado e encher muitos carrinhos estocando comida porque sabíamos que no próximo mês seríamos surpreendidos com preços ainda mais altos.
Lembro como se fosse hoje da televisão noticiando a passeata dos “caras pintadas”... De um povo todo contra um único Collor. Foi lindo! Porém, antes disso foi horrível ver a minha família e tantas outras perder seu dinheiro da poupança por causa de uma tal ministra Zélia Cardoso. Foram anos difíceis... E isso que nem vivi na ditadura, na repressão e total falta de liberdade que um dia nosso país já viveu. Ainda lembro-me do Itamar, do Fernando Henrique e de uma moeda transformada em Real.
Domingo ao olhar para a figura de Obama tão carismática e segura, não pude deixar de pensar em tudo que o Brasil já se transformou. Desde pequena ouço falar no futuro, em sermos uma potência e acho que Obama tem razão quando diz que esse futuro já chegou.
Ainda convivemos com muitos problemas sociais... Com gente passando fome... Com crianças sem escola... Com impunidades e corrupção. Mas ao pensar também em países como a Líbia que hoje está em total conflito em busca de democracia, alivia-me o fato de já termos superado essa batalha. Ainda precisamos ser conscientes; ainda precisamos estar em cima de nossos representantes e lutar por um país mais justo e igual.
Porém, tá na hora de colocar em prática todas as lições aprendidas com a democracia... Todo o potencial e desenvolvimento que adquirimos e não deixarmos para o futuro. O futuro é agora. Hoje podemos ser exemplo... Tomara que a presença da primeira mulher no poder aqui no Brasil faça a diferença. Tomara que a sensibilidade feminina a impulsione a realizar o melhor e o certo para o país. Tomara!
# Este texto foi publicado dia 23/03/2011 no portal http://www.dentrodobairro.com.br/
Bjus!
“O Brasil foi durante muito tempo um país cheio de potencial, mas atrasado pela política, tanto aqui quanto no exterior. Durante muito tempo o Brasil foi o “país do futuro” e disseram para que ele esperasse pelos dias melhores que viriam em breve. - Meus amigos, este dia finalmente chegou. Este não é mais o “país do futuro”, as pessoas do Brasil devem saber que o futuro já chegou e está aqui agora. É hora de tomar posse dele.”
Ainda me recordo quando era pequena da figura de Tancredo Neves num palanque em Brasília. Da cara emburrada do Sarney e da difícil época na qual convivíamos com uma terrível inflação. Lembro-me de ir ao supermercado e encher muitos carrinhos estocando comida porque sabíamos que no próximo mês seríamos surpreendidos com preços ainda mais altos.
Lembro como se fosse hoje da televisão noticiando a passeata dos “caras pintadas”... De um povo todo contra um único Collor. Foi lindo! Porém, antes disso foi horrível ver a minha família e tantas outras perder seu dinheiro da poupança por causa de uma tal ministra Zélia Cardoso. Foram anos difíceis... E isso que nem vivi na ditadura, na repressão e total falta de liberdade que um dia nosso país já viveu. Ainda lembro-me do Itamar, do Fernando Henrique e de uma moeda transformada em Real.
Domingo ao olhar para a figura de Obama tão carismática e segura, não pude deixar de pensar em tudo que o Brasil já se transformou. Desde pequena ouço falar no futuro, em sermos uma potência e acho que Obama tem razão quando diz que esse futuro já chegou.
Ainda convivemos com muitos problemas sociais... Com gente passando fome... Com crianças sem escola... Com impunidades e corrupção. Mas ao pensar também em países como a Líbia que hoje está em total conflito em busca de democracia, alivia-me o fato de já termos superado essa batalha. Ainda precisamos ser conscientes; ainda precisamos estar em cima de nossos representantes e lutar por um país mais justo e igual.
Porém, tá na hora de colocar em prática todas as lições aprendidas com a democracia... Todo o potencial e desenvolvimento que adquirimos e não deixarmos para o futuro. O futuro é agora. Hoje podemos ser exemplo... Tomara que a presença da primeira mulher no poder aqui no Brasil faça a diferença. Tomara que a sensibilidade feminina a impulsione a realizar o melhor e o certo para o país. Tomara!
# Este texto foi publicado dia 23/03/2011 no portal http://www.dentrodobairro.com.br/
Bjus!
quarta-feira, 23 de março de 2011
Ao Som do Violino
Quando eu tinha uns dezoito anos lembro que já trabalhava e juntei cada centavo para comprar meu primeiro computador. Hoje as crianças já nascem grudadas num mouse e em um smartfone, mas na minha adolescência tudo estava iniciando.
Fui com o meu irmão então numa loja e escolhemos a máquina. Paguei á vista toda orgulhosa e passava horas depois que chegava em casa do trabalho à noite fuçando em tudo. Naquela época não usávamos o MSN, nem Orkut, facebook e todas as redes sociais que hoje conhecemos. Usávamos uma ferramenta chamada ICQ. Meu Deus... Era bem parecido com o MSN... Uma janelinha que abria e fechava á medida que você conversava com alguém.
Não tinha costume de falar com ninguém... Até que um dia fui seduzida por um som. Comecei a bater papo com um rapaz da minha idade que tocava violino. Ele era muito simpático, engraçado e nos tornamos amigos virtuais. Tudo muito normal até o dia em que ele pediu o meu endereço e o número do meu telefone. E eu dei... (Por favor, não façam isso em casa... É muito arriscado... A gente não sabe quem está do outro lado do monitor).
Os meus pais estavam viajando de férias e, ao voltar do trabalho abro a caixa de correio e encontro uma carta dele toda perfumada, que segundo ele era o perfume que usava. Lembrando de tudo isso, dou muitas risadas, mas também fico me perguntando o risco que eu corri. Não me lembro muito do conteúdo da carta, mas algo como ele me dizendo que tinha gostado muito de me conhecer e que tinha encontrado uma amiga.
Achei tudo muito fofo... Nessa idade a gente não mede o perigo. Continuávamos conversando numa boa até o dia em que na secretária eletrônica eu ouço o som do violino junto com uma declaração de amor. Aí sim tomei um susto. Até porque todos em casa já haviam escutado o recado antes de mim.
Marcamos então de nos encontrarmos no shopping para ir ao cinema. Olha só a loucura da pessoa. Eu fui... Já tinha visto uma foto dele e sabia a roupa que ele estaria usando. Cheguei cedo e fiquei esperando escondida. Caso não aprovasse de longe dava tempo de fugir...
O reconheci subindo a escada rolante e confesso que não tocou nada dentro de mim. Junto com a frustração me bateu uma pena de fugir e deixá-lo lá esperando. Fui ao seu encontro, vimos o filme e acabei ali mesmo algo que nem devia ter se estendido. Porque loucuras a parte... Ele sempre me pareceu um bom amigo, mas eu sabia que nunca passaria disso... Em muitas coisas não combinávamos. Mas eu paguei pra ver... E perdi o amigo... Não nos falamos mais pelo computador.
O Marcelo, meu marido hoje, era meu amigo na época e sabia dessas histórias e me chamava de louca. Ele tinha razão. Eu é que não havia percebido ainda que a verdadeira história começaria tempos depois com ele... Não ao som de violinos, mas de muitos sinos tocando dentro de mim!
Bjus!!!!
Fui com o meu irmão então numa loja e escolhemos a máquina. Paguei á vista toda orgulhosa e passava horas depois que chegava em casa do trabalho à noite fuçando em tudo. Naquela época não usávamos o MSN, nem Orkut, facebook e todas as redes sociais que hoje conhecemos. Usávamos uma ferramenta chamada ICQ. Meu Deus... Era bem parecido com o MSN... Uma janelinha que abria e fechava á medida que você conversava com alguém.
Não tinha costume de falar com ninguém... Até que um dia fui seduzida por um som. Comecei a bater papo com um rapaz da minha idade que tocava violino. Ele era muito simpático, engraçado e nos tornamos amigos virtuais. Tudo muito normal até o dia em que ele pediu o meu endereço e o número do meu telefone. E eu dei... (Por favor, não façam isso em casa... É muito arriscado... A gente não sabe quem está do outro lado do monitor).
Os meus pais estavam viajando de férias e, ao voltar do trabalho abro a caixa de correio e encontro uma carta dele toda perfumada, que segundo ele era o perfume que usava. Lembrando de tudo isso, dou muitas risadas, mas também fico me perguntando o risco que eu corri. Não me lembro muito do conteúdo da carta, mas algo como ele me dizendo que tinha gostado muito de me conhecer e que tinha encontrado uma amiga.
Achei tudo muito fofo... Nessa idade a gente não mede o perigo. Continuávamos conversando numa boa até o dia em que na secretária eletrônica eu ouço o som do violino junto com uma declaração de amor. Aí sim tomei um susto. Até porque todos em casa já haviam escutado o recado antes de mim.
Marcamos então de nos encontrarmos no shopping para ir ao cinema. Olha só a loucura da pessoa. Eu fui... Já tinha visto uma foto dele e sabia a roupa que ele estaria usando. Cheguei cedo e fiquei esperando escondida. Caso não aprovasse de longe dava tempo de fugir...
O reconheci subindo a escada rolante e confesso que não tocou nada dentro de mim. Junto com a frustração me bateu uma pena de fugir e deixá-lo lá esperando. Fui ao seu encontro, vimos o filme e acabei ali mesmo algo que nem devia ter se estendido. Porque loucuras a parte... Ele sempre me pareceu um bom amigo, mas eu sabia que nunca passaria disso... Em muitas coisas não combinávamos. Mas eu paguei pra ver... E perdi o amigo... Não nos falamos mais pelo computador.
O Marcelo, meu marido hoje, era meu amigo na época e sabia dessas histórias e me chamava de louca. Ele tinha razão. Eu é que não havia percebido ainda que a verdadeira história começaria tempos depois com ele... Não ao som de violinos, mas de muitos sinos tocando dentro de mim!
Bjus!!!!
terça-feira, 22 de março de 2011
De Vez em Quando Ainda Somos o Sexo Frágil!
Não é de hoje que falamos no avanço da mulher, suas conquistas e revoluções. É inevitável pensar em como éramos no passado e em como nos transformamos em seres mais fortes; livres e independentes. Com certeza ganhamos nosso espaço e a possibilidade de fazermos as nossas escolhas.
Porém, após nos transformarmos em fortalezas criamos em nós mesmas um padrão difícil de entender. Hoje, escolher ser a dona de casa e a mãe presente e participativa se tornou ultrapassado. Sim, podemos fazer tudo... Podemos construir carreira e família e sermos vitoriosas. Mas por que escolher uma das coisas é questionável? Se você escolher não ter filhos e dedicar-se somente a sua profissão é considerada insensível. Se optar por sua família é considerada antiquada.
É justo dizer que todas essas discussões são levadas a sério pela sociedade, mas que para nós mulheres tornou-se uma “faca de dois gumes”. Porque é justo dizer também que somos nós mesmas que polemizamos o assunto antes de todos. Somos nós mulheres que nos cobramos demais e supervalorizamos algo que poderia ser bem simples. A nossa cobrança ultrapassa limites e ao invés de simplesmente vivermos o que nos torna felizes insistimos em questionar as nossas escolhas.
São muitos os pensamentos: Eu tenho um grande emprego. Como vou engravidar e conciliar os horários, as viagens? Como vou ver meu filho crescer e ser ativo na vida dele? Ou então: Eu parei de trabalhar quando meu filho nasceu e não tive coragem de voltar, mas quero fazer algo por mim.
Eu confesso que muitos desses questionamentos também passam pela minha cabeça e de como ser mulher ainda continua difícil. Por mais que exibimos as nossas conquistas, lá dentro, bem lá dentro da nossa alma continuamos a flor da pele, sensíveis e dependentes... Não de homens... Mas das nossas próprias convicções.
Bjus...
Porém, após nos transformarmos em fortalezas criamos em nós mesmas um padrão difícil de entender. Hoje, escolher ser a dona de casa e a mãe presente e participativa se tornou ultrapassado. Sim, podemos fazer tudo... Podemos construir carreira e família e sermos vitoriosas. Mas por que escolher uma das coisas é questionável? Se você escolher não ter filhos e dedicar-se somente a sua profissão é considerada insensível. Se optar por sua família é considerada antiquada.
É justo dizer que todas essas discussões são levadas a sério pela sociedade, mas que para nós mulheres tornou-se uma “faca de dois gumes”. Porque é justo dizer também que somos nós mesmas que polemizamos o assunto antes de todos. Somos nós mulheres que nos cobramos demais e supervalorizamos algo que poderia ser bem simples. A nossa cobrança ultrapassa limites e ao invés de simplesmente vivermos o que nos torna felizes insistimos em questionar as nossas escolhas.
São muitos os pensamentos: Eu tenho um grande emprego. Como vou engravidar e conciliar os horários, as viagens? Como vou ver meu filho crescer e ser ativo na vida dele? Ou então: Eu parei de trabalhar quando meu filho nasceu e não tive coragem de voltar, mas quero fazer algo por mim.
Eu confesso que muitos desses questionamentos também passam pela minha cabeça e de como ser mulher ainda continua difícil. Por mais que exibimos as nossas conquistas, lá dentro, bem lá dentro da nossa alma continuamos a flor da pele, sensíveis e dependentes... Não de homens... Mas das nossas próprias convicções.
Bjus...
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