Eu estou lendo um sucesso de vendas de alguns meses atrás, o livro “Comer Rezar Amar", de Elizabeth Gilbert. Eu me segurei para não ir até o cinema ver o filme com a eterna “Pretty Woman” Julia Roberts, pois queria ler o livro primeiro e antes mesmo de começar a minha leitura achei que seria um pouco entediante a parte que a autora relata sua experiência na Índia. Mas tive uma grata surpresa, pois já no início da sua narrativa ela conta a sua busca por um Deus e uma espiritualidade que não estão nas tentativas convencionais de oração.
Eu ainda não terminei de lê-lo, ainda estou no final da segunda parte do livro, o Rezar, na qual ela conta sua passagem de quatro meses num Asbram na Índia, na sua busca pela evolução espiritual. De certa forma, por estar tão longe da nossa realidade, é fascinante acompanhar a história de Liz, assim que seus amigos a chamam e como ela mesma se identifica, no seu retiro religioso a procura do seu “Eu”. Sem falar nas curiosidades que ela conta sobre yoga, meditação, mantras e toda a devoção espiritual do povo indiano.
Uma das suas tentativas no Asbram é conseguir ficar em silêncio, logo ela que é uma falante nata. O silêncio de ouvir a voz de Deus, que segundo ela, é a sua própria voz interior. E foi esse ponto em especial que me fez refletir sobre mim mesma... Sobre como é difícil ficar em silêncio, deixar de falar para simplesmente ouvir...
Eu falo por todos os lados, não pago imposto, não tenho vergonha... Eu faço amizade até com surdo e mudo e, de vez em quando, canso de mim mesma. Treinar esse silêncio anda me parecendo uma boa pedida. Saber dosar a minha simpatia e procurar uma introspecção pode levar-me ao caminho da calma e da paciência.
Porém, não estamos num lugar distante da realidade dos dias, na qual essa prática é bem vinda e incentivada. No nosso mundo, no nosso mundo diário o silêncio nem sempre é visto como dádiva, como elevação da alma. O ser falante e sociável geralmente é quem consegue abrir as portas do futuro e galgar melhores oportunidades e desafios. Mas também é quem mais dificuldade tem de encontrar a si mesmo. Porque o parar para se conhecer, o silêncio de se escutar vai além do tédio... É o medo de ficar sozinho.
Porque o silêncio e a solidão andam juntos... Para calar você precisa de uma certa reclusão. Encontrar o equilíbrio disso tudo é para mim o mais difícil... Concentrar-me no som que brota dentro dos meus pensamentos e transformá-los em dádiva. Encontrar dentro dos meus conflitos as respostas para uma vida mais tranqüila.
To pensando seriamente em dedicar um pouquinho do meu tempo nessa busca do silêncio. Desse estágio de poder conversar com o meu próprio Deus... Com a voz que clama dentro de mim e que quer se libertar e tomar conta das minhas entranhas. É tão moderno hoje buscar esse equilíbrio de corpo e mente... Não to ligando muito se é atual ou extremamente ultrapassado... É só a minha busca pela paz de viver!
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
BOM-MOCISMO
Estava semana passada lendo a reportagem de capa da revista VEJA com os apresentadores da Rede Globo Angélica e Luciano Huck sobre a “Reinvenção do Bom-Mocismo”. Com certeza, os dois, juntos e separados são figuras que exaltam as boas maneiras. Não acredito que tudo na vida deles gire perfeitamente, afinal são um casal como tantos outros que diariamente lutam pela sua união, mas particularmente gosto do Luciano Huck e das suas boas intenções. Não acho que ele tenha programas sociais, mas, de alguma forma, as pessoas que ajuda nos seus quadros bem elaborados do Caldeirão, saem contempladas pelo menos com o incentivo de uma mudança de vida.
É claro que estando na televisão ele almeje alto índice de audiência nas tardes de sábado, mas acredito que, além de visar o seu trabalho, ele realmente quer e gosta de ajudar quem lhe pede socorro. Talvez seja por isso, com essa fórmula certeira de unir o sucesso profissional com as suas convicções e valores que o torne essa figura de “bom moço”.
Não vejo problema algum de um homem que sim, ganha muito dinheiro com o seu trabalho usar o mesmo para tentar modificar a cara do país que vive. De ajudar arrumando uma casa, dando a oportunidade de um dinheiro extra ou simplesmente lhe encorajando a seguir em busca dos seus sonhos. Esse papo pode até parecer piegas e render muito “ibope”, mas ainda é melhor alguém se mexendo e fazendo do jeito que puder, do que outros que criticam e não saem do lugar. Talvez essa pintura não feche com a realidade que vivemos, com a falta de estruturas básicas. Porém, praticar o bem não importando a quem não é piegas, não é careta, não é desonesto.
Seja você “Angélicas”, “Lucianos”, ricos, pobres, professores, médicos, donas de casa, dentistas, marceneiros, jornalistas, padeiros, advogados, apresentadores de TV ou políticos de boa vontade... O Bom-Mocismo que acredito não é aquele que visa a perfeição e a individualidade... Aquele que é careta e ultrapassado... O cara que não tem vícios e reza todas as noites antes de dormir... Que não passa na sinaleira se o sinal estiver amarelo e que não anda de pés descalços nem dentro da própria casa. Eu acredito naquele que promove o bem... Em quem se esforça para viver uma vida plena sem ultrapassar o limite do próximo. Aquele que está ligado no mundo, nas boas causas, na realidade... No Bom-Mocismo de enxergar no outro a possibilidade de crescimento e de trabalho.
Até!!!!
É claro que estando na televisão ele almeje alto índice de audiência nas tardes de sábado, mas acredito que, além de visar o seu trabalho, ele realmente quer e gosta de ajudar quem lhe pede socorro. Talvez seja por isso, com essa fórmula certeira de unir o sucesso profissional com as suas convicções e valores que o torne essa figura de “bom moço”.
Não vejo problema algum de um homem que sim, ganha muito dinheiro com o seu trabalho usar o mesmo para tentar modificar a cara do país que vive. De ajudar arrumando uma casa, dando a oportunidade de um dinheiro extra ou simplesmente lhe encorajando a seguir em busca dos seus sonhos. Esse papo pode até parecer piegas e render muito “ibope”, mas ainda é melhor alguém se mexendo e fazendo do jeito que puder, do que outros que criticam e não saem do lugar. Talvez essa pintura não feche com a realidade que vivemos, com a falta de estruturas básicas. Porém, praticar o bem não importando a quem não é piegas, não é careta, não é desonesto.
Seja você “Angélicas”, “Lucianos”, ricos, pobres, professores, médicos, donas de casa, dentistas, marceneiros, jornalistas, padeiros, advogados, apresentadores de TV ou políticos de boa vontade... O Bom-Mocismo que acredito não é aquele que visa a perfeição e a individualidade... Aquele que é careta e ultrapassado... O cara que não tem vícios e reza todas as noites antes de dormir... Que não passa na sinaleira se o sinal estiver amarelo e que não anda de pés descalços nem dentro da própria casa. Eu acredito naquele que promove o bem... Em quem se esforça para viver uma vida plena sem ultrapassar o limite do próximo. Aquele que está ligado no mundo, nas boas causas, na realidade... No Bom-Mocismo de enxergar no outro a possibilidade de crescimento e de trabalho.
Até!!!!
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Quem não tem cão... Caça com gato!
Vocês já ouviram muito essa expressão e ela se tornou muito verdade hoje aqui em casa. Eu já tinha relatado a minha saga para comprar uma piscina de plástico. Como eu disse apelei pela internet e antes mesmo do tempo previsto ela chegou. E também minha mãe e meu pai... Nem preciso dizer tamanha minha felicidade.
Ontem mesmo começamos os preparativos para a montagem do nosso pequeno paraíso artificial... Demorou um pouquinho para encher, pois a água aqui em Joinville é menos do que fraca... É uma lenda!!!! Hoje pela manhã então, tudo pronto para o primeiro mergulho. O sol apareceu... O calor também... E, sem delongas nos jogamos na piscina. Uma maravilha... Um refresco para o corpo e para a alma!
As férias acabaram, mas o calor continua intenso por essas bandas... Aqui no sul faz muito calor diferente do que muita gente que mora do sudeste para cima acredita. Pois é... Não é só de frio que vivemos... As temperaturas no verão são altíssimas e sufocantes. Por isso então como não teríamos mais a praia para nos refrescar, nada melhor que um pedaçinho de água, ou melhor, 4.000 litros de água para nos aliviar o mormaço. É um “quebra-galho” poderoso e muito eficiente. A gente não precisa se amontoar em clubes nem em parque aquáticos lotados. Sem falar que está ali, a nossa disposição na hora que quisermos... Tanto de dia quanto de noite...
Enfim... Meu pequeno paraíso de “prástico” está aí... Fazendo parte da paisagem da minha casa... Nem acredito... Depois de todo o suador das últimas semanas, agora só resta render-me a sombra e água fresca, tarefa que não será nem um pouco difícil! É isso então caros seguidores... A gente sempre dá um jeitinho... Sabe como é... Quem não tem cão... Caça com gato!!! Eu to indo lá... Dar uns mergulhos!!!!
Olha ela aí...
Bjus!!!
Ontem mesmo começamos os preparativos para a montagem do nosso pequeno paraíso artificial... Demorou um pouquinho para encher, pois a água aqui em Joinville é menos do que fraca... É uma lenda!!!! Hoje pela manhã então, tudo pronto para o primeiro mergulho. O sol apareceu... O calor também... E, sem delongas nos jogamos na piscina. Uma maravilha... Um refresco para o corpo e para a alma!
As férias acabaram, mas o calor continua intenso por essas bandas... Aqui no sul faz muito calor diferente do que muita gente que mora do sudeste para cima acredita. Pois é... Não é só de frio que vivemos... As temperaturas no verão são altíssimas e sufocantes. Por isso então como não teríamos mais a praia para nos refrescar, nada melhor que um pedaçinho de água, ou melhor, 4.000 litros de água para nos aliviar o mormaço. É um “quebra-galho” poderoso e muito eficiente. A gente não precisa se amontoar em clubes nem em parque aquáticos lotados. Sem falar que está ali, a nossa disposição na hora que quisermos... Tanto de dia quanto de noite...
Enfim... Meu pequeno paraíso de “prástico” está aí... Fazendo parte da paisagem da minha casa... Nem acredito... Depois de todo o suador das últimas semanas, agora só resta render-me a sombra e água fresca, tarefa que não será nem um pouco difícil! É isso então caros seguidores... A gente sempre dá um jeitinho... Sabe como é... Quem não tem cão... Caça com gato!!! Eu to indo lá... Dar uns mergulhos!!!!
Olha ela aí...
Bjus!!!
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Amor á distância
Ontem dei muitas risadas assistindo o filme Amor á distância com a revelação dos filmes de comédia Justin Long e a engraçadíssima Drew Barrymore. E como hoje é sexta feira, se você no final de semana ficar em casa, nada melhor que passar na locadora e se entregar a um bom filme. Sou suspeita em comentar uma comédia romântica, pois sou fã do segmento, mas me encantei com o humor bem apresentado e com uma sexualidade abordada de maneira tão próxima a nossa realidade.
O casal do filme se conhece num bar de Nova York, na mesma noite que ele termina um namoro. Eles passam a noite juntos e decidem se encontrar casualmente, pois ela dentro de algumas semanas se muda para outro estado. É claro, e essa é a parte mais óbvia do filme, que eles não conseguem manter tudo muito casual e se envolvem ao ponto de se apaixonarem. Então resolvem manter um relacionamento á distância que, aos poucos, vai sofrendo com a difícil rotina de viverem separados.
Tudo isso se desenrola com seqüências de piadas muito bem sacadas juntamente com um toque especial de personagens secundários que são divertidíssimos. Sem falar na trilha sonora que é um arraso, incluindo The Cure, The Pretenders, Fanfarlo, Joe Purdy (Com a música “Miss me”, minha favorita no filme), entre muitas outras. E com pequenas referências ao filme Top Gun com "Take My Breath Away” e “(I´ve Had) The Time of May Life” do filme Dirty Dancing.
É uma leve história de amor que passa por decisões tão complicadas como escolher a realização profissional ou largar tudo para se estar perto de quem se ama. Decisões que afetam toda a estrutura de uma vida e que, se bem pensadas, podem ter alternativas viáveis para não se abdicar de nada.
Bjus... Ótimo final de semana!
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Egoísmo de morrer
Outro dia estávamos numa roda de família conversando sobre largar vícios e levar uma vida mais saudável. A conversa enveredou para a morte e no que ela acarretaria aos outros. Geralmente os fumantes dizem que param de fumar quando bem entenderem e que estão fazendo mal a si próprios. Estão ali quietos no seu canto prejudicando a própria saúde. Será?
A nossa conversa partiu desse mesmo exemplo. Claro que o fumante está fazendo mal a si mesmo, a seu pulmão e a outros diversos males que pode causar ao seu organismo, e vale lembrar que há várias pesquisas de que as pessoas que convivem diretamente com fumantes acabam “fumando Junto”. Mas não era esse ponto que gostaria de tocar.
É o ponto de, se morrer, estará somente fazendo mal a si mesmo. Mentira! E todos que ficam e querem a sua presença, o seu sorriso, a convivência dos dias? Achar que se maltrata sozinho é muita ingenuidade, ousaria mais até... É o egoísmo de querer morrer. Muitas doenças estão fora do nosso controle, do nosso poder de querer viver... Mas muitas outras estão diretamente ligadas aos vícios que mantemos.
Não estou aqui querendo novamente levantar bandeira contra o tabagismo, por exemplo, mas antes de prejudicarmos a nós mesmos, precisamos analisar se não estamos de alguma forma, interferindo na vida de alguém. Tudo bem, eu sou a primeira que diz que devemos nos olhar primeiro, nos cuidar, nos amar... Mas não vivemos sozinhos... Em nossa volta há muitas pessoas que prezam por nossa vida também. Quando temos o controle da nossa saúde nas mãos, não vamos dar sorte pro azar e antecipar o fim da nossa jornada.
Não podemos ser egoístas e não pensar em toda falta que faríamos na vida de alguém. Sempre, por mais difícil que seja sobreviver aos percalços do dia-a-dia... Ainda vale a pena estar vivo e celebrar todos os dias essa conquista. Pode parecer que não interferimos no curso da vida em estarmos aqui... Mas interferimos no curso de quem nos ama e nos quer vivos. Você pode até achar que também é um egoísmo querer a pessoa viva, porque ela lhe trás conforto, mas vamos combinar que é muito melhor apoiar o egoísmo de viver!
Bjus!!!
A nossa conversa partiu desse mesmo exemplo. Claro que o fumante está fazendo mal a si mesmo, a seu pulmão e a outros diversos males que pode causar ao seu organismo, e vale lembrar que há várias pesquisas de que as pessoas que convivem diretamente com fumantes acabam “fumando Junto”. Mas não era esse ponto que gostaria de tocar.
É o ponto de, se morrer, estará somente fazendo mal a si mesmo. Mentira! E todos que ficam e querem a sua presença, o seu sorriso, a convivência dos dias? Achar que se maltrata sozinho é muita ingenuidade, ousaria mais até... É o egoísmo de querer morrer. Muitas doenças estão fora do nosso controle, do nosso poder de querer viver... Mas muitas outras estão diretamente ligadas aos vícios que mantemos.
Não estou aqui querendo novamente levantar bandeira contra o tabagismo, por exemplo, mas antes de prejudicarmos a nós mesmos, precisamos analisar se não estamos de alguma forma, interferindo na vida de alguém. Tudo bem, eu sou a primeira que diz que devemos nos olhar primeiro, nos cuidar, nos amar... Mas não vivemos sozinhos... Em nossa volta há muitas pessoas que prezam por nossa vida também. Quando temos o controle da nossa saúde nas mãos, não vamos dar sorte pro azar e antecipar o fim da nossa jornada.
Não podemos ser egoístas e não pensar em toda falta que faríamos na vida de alguém. Sempre, por mais difícil que seja sobreviver aos percalços do dia-a-dia... Ainda vale a pena estar vivo e celebrar todos os dias essa conquista. Pode parecer que não interferimos no curso da vida em estarmos aqui... Mas interferimos no curso de quem nos ama e nos quer vivos. Você pode até achar que também é um egoísmo querer a pessoa viva, porque ela lhe trás conforto, mas vamos combinar que é muito melhor apoiar o egoísmo de viver!
Bjus!!!
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Filhos do mundo!
Hoje eu vou começar com um texto que recebi de uma amiga e que me emocionou... Chorei porque é a mais pura e de certa forma cruel verdade... Amamos tanto os nossos filhos e não podemos esquecer que eles são pequenos empréstimos cedidos a nós... Eles são do mundo!
FILHOS DO MUNDO
"Devemos criar os filhos para o mundo. Torná-los autônomos, libertos, até de nossas ordens. A partir de certa idade, só valem conselhos. Especialistas ensinaram-nos a acreditar que só esta postura torna adulto aquele bebê que um dia levamos na barriga. E a maioria de nós pais acredita e tenta fazer isso. O que não nos impede de sofrer quando fazem escolhas diferentes daquelas que gostaríamos ou quando eles próprios sofrem pelas escolhas que recomendamos.
Então, filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo! Então, de quem são nossos filhos? Eu acredito que são de Deus, mas com respeito aos ateus digamos que são deles próprios donos de suas vidas, porém, um tempo precisaram ser dependentes dos pais para crescerem, biológica, sociológica, psicológica e emocionalmente.
E o meu sentimento, a minha dedicação, o meu investimento? Não deveriam retornar em sorrisos, orgulho, netos e amparo na velhice? Pensar assim é entender os filhos como nossos e eles, não se esqueçam, são do mundo! Volto para casa ao fim do plantão, início de férias, mais tempo para os filhos, olho meus pequenos pimpolhos e penso como seria bom se não fossem apenas empréstimo! Mas é. Eles são do mundo.
O problema é que meu coração já é deles. É a mais concreta realidade. Só resta a nós, mães e pais, ORAR e aproveitar todos os momentos possíveis ao lado das nossas 'crias', que mesmo sendo 'emprestadas' são a maior parte de nós !!!"
Às vezes me bate uma saudade de quando a minha filhota era bem pequena, sem andar, totalmente dependente de mim e dos meus passos. Hoje, ainda pequena, já começa a construir o seu caminho. Sim, ela ainda depende muito de mim, das minhas decisões e das minhas escolhas... Mas a cada dia a vejo tentando realizar tudo sozinha: “Deixa mãe, deixa que eu me esfrego... Deixa mãe, deixa que eu como sozinha... Olha só mãe já coloquei as roupas nas minhas bonecas...” E por aí vai milhões de descobertas diárias. E o pior é que eu mesma sou a primeira a ensiná-la essas independências, a fazer questão que ela se liberte de mim... Porém, quando acontece, quando percebo que estou saindo do comando dessa pequena vida me sinto impotente.
Ainda não aprendi a controlar o meu coração todas as vezes que o assunto é a minha filha. Ele palpita e sofre só de pensar em algum perigo, em algo do futuro que não poderei estar ao seu lado. Mas como já disse o texto... Ela é do mundo! Todos os filhos são! Estamos apenas preparando o início de suas vidas... O restante, a maior parte dela, a mais importante será por conte deles próprios. Através da base que construímos como família farão escolhas e alicerces. Que responsabilidade então nossa, de pais e mães que, de toda a forma, contribuem para a formação dos filhos. Tudo que hoje dizemos e exemplificamos para eles servirão no futuro de esboço para suas vidas.
É por isso que o texto diz que somos corajosos... Porque além de sofrer todas as dores desse amor incondicional... Somos responsáveis por seu caráter e seus princípios. Sim... Você constrói valores no seu filho a cada amanhecer... A cada pergunta respondida... A cada exemplo de boa ação da sua própria vida. Educá-los e torná-los jovens aptos a seguir em frente parece tarefa fácil... Mas nunca vi nada tão difícil em toda a minha vida. Com certeza as recompensas de se ter filhos são infinitas... Não há como explicar esse amor... Mas nem tudo são rosas... É muita canseira e grana voando pela janela.
Eu ainda choro muitas vezes imaginando que poderia ter agido de forma diferente com minha filha em alguma situação. Eu ainda me cobro se estou fazendo certo e direcionando-a para o melhor caminho, ou o mais fácil, ou o menos esburacado. Não sei... Tenho o maior orgulho da minha princesa, das suas atitudes e do seu carinho... Mas acho que mãe e pai precisam se perguntar todos os dias se estão no caminho... Só assim, se questionando e os preparando para o mundo vamos poder na velhice olhá-los de perto e dizer: São parte de nós!
Bjus!!!!
FILHOS DO MUNDO
"Devemos criar os filhos para o mundo. Torná-los autônomos, libertos, até de nossas ordens. A partir de certa idade, só valem conselhos. Especialistas ensinaram-nos a acreditar que só esta postura torna adulto aquele bebê que um dia levamos na barriga. E a maioria de nós pais acredita e tenta fazer isso. O que não nos impede de sofrer quando fazem escolhas diferentes daquelas que gostaríamos ou quando eles próprios sofrem pelas escolhas que recomendamos.
Então, filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo! Então, de quem são nossos filhos? Eu acredito que são de Deus, mas com respeito aos ateus digamos que são deles próprios donos de suas vidas, porém, um tempo precisaram ser dependentes dos pais para crescerem, biológica, sociológica, psicológica e emocionalmente.
E o meu sentimento, a minha dedicação, o meu investimento? Não deveriam retornar em sorrisos, orgulho, netos e amparo na velhice? Pensar assim é entender os filhos como nossos e eles, não se esqueçam, são do mundo! Volto para casa ao fim do plantão, início de férias, mais tempo para os filhos, olho meus pequenos pimpolhos e penso como seria bom se não fossem apenas empréstimo! Mas é. Eles são do mundo.
O problema é que meu coração já é deles. É a mais concreta realidade. Só resta a nós, mães e pais, ORAR e aproveitar todos os momentos possíveis ao lado das nossas 'crias', que mesmo sendo 'emprestadas' são a maior parte de nós !!!"
Às vezes me bate uma saudade de quando a minha filhota era bem pequena, sem andar, totalmente dependente de mim e dos meus passos. Hoje, ainda pequena, já começa a construir o seu caminho. Sim, ela ainda depende muito de mim, das minhas decisões e das minhas escolhas... Mas a cada dia a vejo tentando realizar tudo sozinha: “Deixa mãe, deixa que eu me esfrego... Deixa mãe, deixa que eu como sozinha... Olha só mãe já coloquei as roupas nas minhas bonecas...” E por aí vai milhões de descobertas diárias. E o pior é que eu mesma sou a primeira a ensiná-la essas independências, a fazer questão que ela se liberte de mim... Porém, quando acontece, quando percebo que estou saindo do comando dessa pequena vida me sinto impotente.
Ainda não aprendi a controlar o meu coração todas as vezes que o assunto é a minha filha. Ele palpita e sofre só de pensar em algum perigo, em algo do futuro que não poderei estar ao seu lado. Mas como já disse o texto... Ela é do mundo! Todos os filhos são! Estamos apenas preparando o início de suas vidas... O restante, a maior parte dela, a mais importante será por conte deles próprios. Através da base que construímos como família farão escolhas e alicerces. Que responsabilidade então nossa, de pais e mães que, de toda a forma, contribuem para a formação dos filhos. Tudo que hoje dizemos e exemplificamos para eles servirão no futuro de esboço para suas vidas.
É por isso que o texto diz que somos corajosos... Porque além de sofrer todas as dores desse amor incondicional... Somos responsáveis por seu caráter e seus princípios. Sim... Você constrói valores no seu filho a cada amanhecer... A cada pergunta respondida... A cada exemplo de boa ação da sua própria vida. Educá-los e torná-los jovens aptos a seguir em frente parece tarefa fácil... Mas nunca vi nada tão difícil em toda a minha vida. Com certeza as recompensas de se ter filhos são infinitas... Não há como explicar esse amor... Mas nem tudo são rosas... É muita canseira e grana voando pela janela.
Eu ainda choro muitas vezes imaginando que poderia ter agido de forma diferente com minha filha em alguma situação. Eu ainda me cobro se estou fazendo certo e direcionando-a para o melhor caminho, ou o mais fácil, ou o menos esburacado. Não sei... Tenho o maior orgulho da minha princesa, das suas atitudes e do seu carinho... Mas acho que mãe e pai precisam se perguntar todos os dias se estão no caminho... Só assim, se questionando e os preparando para o mundo vamos poder na velhice olhá-los de perto e dizer: São parte de nós!
Bjus!!!!
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Ciumenta
" Ciumenta... Para de ser tão ciumenta... Assim nenhum homem te aguenta... Se liga ou você vai me perder..."
Adoro essa música do César Menotti e Fabiano porque quando se tem 20 anos ou um pouquinho menos, a maioria de nós mulheres é invadida por um sentimento tão presente na nossa rotina: O Ciúme! Não podemos nem sequer imaginar alguma situação envolvendo os nossos parceiros que toda aquela raiva escondida aflora nos nossos olhos.
Ficamos fora de controle, choronas, mimadas, inconsoláveis... Não há desculpa que resolva ou amenize o problema... Fazemos beiço, imploramos um pedido de perdão. Vale ressaltar que tem muita mulher feita, que já passou da adolescência e que continua a flor da pele... A beira de um colapso nervoso pelo ciúme.
Á medida que os anos vão passando e que vamos amadurecendo perdemos um pouco desse descontrole. Ainda continuamos ressabiadas, com pé atrás de algumas coisas, mas aprendemos a dosar nossos nervos e principalmente aprendemos a medir nossa confiança. Sabemos que não podemos largar tudo de mão... Deixar por conta dos homens e das mulheres desesperadas por um cara com aliança no dedo... Porém... Descobrimos que ser uma mulher extremamente ciumenta e possessiva é ser descartável; substituível e chata demais!
Tem muita mulher que não se considera nem um pouco ciumenta... Que diz deixar seu parceiro livre e sem incomodações... Até pode ser mais liberal sim, mas o que se passa dentro dela, suas encanações, seus mistérios... É quase igual um vulcão prestes a entrar em erupção... Tá lá quieto... Inofensivo... De repente... Explode! É pior que algumas crises ciumentas inofensivas de vez em quando... E vamos combinar que, de vez em quando, é bom saber que alguém zela por nós e tem medo de nos perder.
Tudo, com doses homeopáticas de controle e bom senso é bem vindo na nossa vida. O ciúme também... O que não pode é fazer dele um agente aterrorizador do seu relacionamento e de toda a sua vida. Ele não pode ditar as suas ações... Pode deixar você mais esperta e mais ligada na sua relação. Goste primeiro de você... Se mesmo assim seu companheiro lhe aprontar e não lhe der valor... Deixe a fila andar e ame novamente outro!
Até a próxima!
Adoro essa música do César Menotti e Fabiano porque quando se tem 20 anos ou um pouquinho menos, a maioria de nós mulheres é invadida por um sentimento tão presente na nossa rotina: O Ciúme! Não podemos nem sequer imaginar alguma situação envolvendo os nossos parceiros que toda aquela raiva escondida aflora nos nossos olhos.
Ficamos fora de controle, choronas, mimadas, inconsoláveis... Não há desculpa que resolva ou amenize o problema... Fazemos beiço, imploramos um pedido de perdão. Vale ressaltar que tem muita mulher feita, que já passou da adolescência e que continua a flor da pele... A beira de um colapso nervoso pelo ciúme.
Á medida que os anos vão passando e que vamos amadurecendo perdemos um pouco desse descontrole. Ainda continuamos ressabiadas, com pé atrás de algumas coisas, mas aprendemos a dosar nossos nervos e principalmente aprendemos a medir nossa confiança. Sabemos que não podemos largar tudo de mão... Deixar por conta dos homens e das mulheres desesperadas por um cara com aliança no dedo... Porém... Descobrimos que ser uma mulher extremamente ciumenta e possessiva é ser descartável; substituível e chata demais!
Tem muita mulher que não se considera nem um pouco ciumenta... Que diz deixar seu parceiro livre e sem incomodações... Até pode ser mais liberal sim, mas o que se passa dentro dela, suas encanações, seus mistérios... É quase igual um vulcão prestes a entrar em erupção... Tá lá quieto... Inofensivo... De repente... Explode! É pior que algumas crises ciumentas inofensivas de vez em quando... E vamos combinar que, de vez em quando, é bom saber que alguém zela por nós e tem medo de nos perder.
Tudo, com doses homeopáticas de controle e bom senso é bem vindo na nossa vida. O ciúme também... O que não pode é fazer dele um agente aterrorizador do seu relacionamento e de toda a sua vida. Ele não pode ditar as suas ações... Pode deixar você mais esperta e mais ligada na sua relação. Goste primeiro de você... Se mesmo assim seu companheiro lhe aprontar e não lhe der valor... Deixe a fila andar e ame novamente outro!
Até a próxima!
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