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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Clínico geral

           Acredito que todos os anos a gente deveria fazer um “check up”. Uma revisão completa dos nossos conceitos, das nossas convicções. É claro, você deve também fazer uma revisão de saúde periodicamente, mas estou aqui falando em procurar um especialista para resolver as coisas que acontecem dentro da sua alma. E não necessariamente você precise procurar um médico... O especialista pode ser você!Procure se conhecer melhor e encontrar suas virtudes e defeitos.

         Não precisa terminar o ano ou esperar o início do próximo para fazer seu “check up”. De vez em quando é bom conversar consigo mesmo. Melhor ainda se conseguir equilibrar corpo e espírito. Além da sua mente, da tentativa de purificar a sua alma e entender a sua existência, vale à pena dar aquela atenção especial para o seu corpo fonte de toda a sua energia e disposição.

        Muitas coisas podem acontecer durante o seu auto-exame. Você pode melhorar as suas atitudes, recomeçar algo que estava parado, ir em frente a uma decisão. Ou então você pode por alguns instantes achar que está andando para trás, descobrindo não o seu melhor, mas tudo aquilo que lhe faz infeliz. Porém, acredite que a sua infelicidade é passageira, servirá para você pular uma barreira e descobrir-se mais forte, mais vivo!!!

        Para todo esse processo não busque a solidão, atente-se claro para seus momentos sozinho, mas é rodeado das pessoas que amamos que reformulamos e adquirimos novos valores. Conecte-se com a natureza e com a beleza das coisas que o cercam. Se entregue por inteiro, vá fundo ao seu interior e volte ainda mais confiante.

      O mais importante: Aprenda que os conceitos expostos na nossa vida não são estáticos, duros e inquebráveis. Eles não estão aí para nos acorrentar e nos cegar diante as várias formas de se viver. Seja leve nas suas escolhas, flexível nas suas decisões. Tudo o que você escolhe ser, com certeza o resume um pouco, mas não define totalmente quem você é... Permita-se transformar-se!


Para carimbar a minha idéia de hoje quero terminar com um pensamento do grandioso Mário Quintana:

“Da perfeição da Vida... Por que prender a vida em conceitos e normas?

O belo e o feio... O bom e o mau... Dor e prazer...

Tudo, afinal, são formas e não degraus do ser!”

Um beijo!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Obrigada pelas flores!

Hoje quero retomar um assunto que já conversamos em posts passados. Na verdade, vamos lembrar dois deles. No primeiro, CASAMENTO falei sobre pequenos gestos, pequenos detalhes que fazem a diferença numa relação. Algumas atitudes que colocam uma pitadinha de oxigênio nos relacionamentos e celebram o amor. No outro post, MULHER MARAVILHA, afirmei que todas as mulheres são fortes, corajosas e muito mais, mas querem e precisam ser surpreendidas por seus parceiros. Surpreendidas com pequenos gestos!!!

Ontem, já estava dormindo quando fui acordada pelo Marcelo. Nossa como é bom despertar desse jeito. Na mão ele tinha um arranjo de flores e orgulhosa pela atitude perguntei: - Porque as flores? E ele me respondeu aquilo que eu queria ouvir: - Olhei para elas e lembrei-me de ti!!!! Pronto, está feito o pequeno gesto, a pequena atenção, a outra forma de expressar: EU TE AMO!

Tô tentando dizer, caros mortais, que não precisamos “armar o circo” para chamar a atenção. Nós mulheres sim adoramos ser paparicadas, de festas, glamour, mas, tenho certeza, que a maioria prefere simplicidade acompanhada daquele toque indescritível de naturalidade. É verdade que sempre precisamos deixar claro nossos sentimentos, mas em alguns casos é maravilhoso ler nas entrelinhas. É romântico enxergar nas flores a pureza do sentimento verdadeiro.

E não só os homens devem dar pequenos gestos. Geralmente as mulheres são mais românticas e aproveitando essa qualidade use-a para também encher de sentimento o seu companheiro. Continuo dizendo que não é difícil, custa pouco e enche de entusiasmo quem está recebendo. É como se fosse o plus de algo que você já tem e gosta muito. É cuidar e querer ser cuidado.

Mais uma vez então... Pratique o seu pequeno gesto. Eu ainda estou encantada com o meu, enchendo a minha casa com o perfume do amor. Orgulhosa também porque sei que as minhas palavras o encorajaram a tal atitude. Vai lá... Não espere receber para doar-se, comece por você... Depois me conta o resultado... Tenho certeza que muitas coisas boas irão surgir!!!!

Mar... Obrigada pelas flores!!!!!
 
Bjus!!!! Até!!!!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

CENTOPÉIA

        O meu marido costuma dizer que tenho mais sapatos do que pés. Obviamente que só tenho dois, mas os sapatos precisam ser mais. É claro que não sou uma Claudia Raia que possui centenas de pares, mas confesso que é uma das formas mais escancaradas do meu consumismo feminino. Adooooro sapato!!! E não sou a única... A história do sapato é antiga, começou á 10.000 a.c.

        O que a maioria dos homens não entende é que não precisamos ter vários pés, mas precisamos ter escolhas. Não dá simplesmente para andar sempre com o mesmo par de sapatos, até porque não há pé que resista a tamanho sofrimento. E, nós mulheres gostamos de combinar. Tem sempre o sapato mais casual, o mais elegante, o que combina melhor na praia... E por aí vai... Um belo sapato completa o visual de qualquer mulher, a transforma, lhe dá poder, audácia... Sem falar que nos sentimos belas... Não só isso, muito mais que isso!!!!

        Agora um detalhe importante, dois, na verdade. Primeiro o sapato precisa ser confortável. Uma bolha no calcanhar ninguém merece. Sabe aquela historinha de que o barato sai caro? Não dá para comprar sapatos em balaios porque, além do chulé você vai ganhar alguns calos. Segundo, mas não menos importante. Você precisa manter a postura, saber andar e combinar o seu sapato. Não adianta colocar um saltão e andar igual a uma “pata”, nem colocar uma plataforma para desfilar na beira da praia. Você passa de confiante á desorientada!! E hoje nem precisamos mais combinar o sapato com a bolsa ou com a roupa. Também não vai sair parecendo um “pavão”. Vestir-se bem é ponderar. O menos sempre é mais!

       Imagina nós mulheres na loja de calçados cheias de dúvidas sobre qual levar. Se fôssemos a Centopéia teríamos a desculpa de levar todos! Mas não adianta... Eu explico e replico e não convenço. Eles não entendem que cada sapato tem um momento, uma hora, uma ocasião... E olha que vamos do saltão á rasteirinha... Até as antigas "sandálias que não soltam as tiras" viraram moda e enlouquecem a minha cabeça.  O melhor dos dias de hoje é a dedicação das indústrias calçadistas: Não só o desing, mas a valorização do conforto.

      Mulherada de plantão... Nascemos predispostas a valorizar um belo par de sapatos. Adoramos recebê-lo de presente e, se acompanhado pela bolsa... Pronto... Ganhamos o dia!!!! No final, eu compreendo o não entendimento masculino pelo sapato, mas uma coisa é certa: Lá em casa vamos ter que continuar abrindo espaço no armário! Você pode escolher ser a pata ou o pavão... Eu vou sempre preferir ser a Centopéia... Fazer o quê né, cada louco com suas manias...


Bjus!!!!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Explicando o inexplicável

Você gosta muito do branco, mas fica em dúvida para escolher o preto. Você quer muito morar numa casa com quintal enorme, varanda, muita grama para seus filhos rolarem, mas adora o conforto e a aconchegância do seu apartamento. Você ama a sua vida, a sua rotina, tudo que a cerca, mas, volta e meia pensa em começar do zero.

Você consegue explicar o que os seus sentimentos afloram e o que sua cabeça pensa, mas que com palavras não cabem no papel? Você simplesmente não consegue explicar o inexplicável. A nossa vida é cheia de descobertas, acontecimentos, idas, vindas, paixões, amores, dilemas e emoções que vão além da nossa compreensão. Algumas vezes até parece fácil achar um por que, mas na metade do caminho já estamos atordoados com outras perguntas.

Vivemos uma vida tão acelerada, tão imediatista que nossos interesses mudam assim que fechamos os olhos. Acordamos com sede de novas perspectivas, novas aventuras. As crianças são assim... São ligadas na tomada loucas para desfrutarem a vida que lhe apresentaram. A gente cresce e esquece de carregar a pilha. Ela vai diminuindo sua força, mas a nossa cabeça e os nossos instintos continuam “tinindo”.

Parar para pensar pode se tornar um caminho turbulento, pois é lá, no nosso imaginário que as coisas passam a ser inexplicáveis. Queremos e não queremos, somos e não somos. Deve ser eu acredito o grande mistério da nossa existência. A busca incessante por respostas que nos levam ao bem viver. Você já tentou se ouvir? Falar com você mesmo? No mínimo ficou mais confuso do que quando não havia tentado nada.

Tentar explicar o inexplicável é tarefa árdua, demorada, dolorida... Nem Freud explica, não é! Talvez também seja o mistério que precisamos carregar. No final... No final de tudo sempre tem um ponto, uma observação... Se hoje ele é inexplicável, talvez ainda não tenha chegado ao fim... As respostas aparecem ao longo da vida... Podem demorar um pouco, mas acredite... Inexplicavelmente a gente acorda e toma a decisão certa. Um de cada vez os vagões que compõem o trem da nossa vida vão se unindo e lentamente voltamos para os trilhos. De vez em quando ele descarrilha... Mas essa é a vida... Às vezes estamos no caminho certo... As vezes no errado...

Pense na Felicidade... INEXPLICÁVEL... Sabe por que nunca chegamos ao fim dela e descobrimos o seu mistério? Porque ela está em tudo que realizamos, em todos os momentos da nossa vida... A felicidade está dentro de você, logo o inexplicável também!!!!

Bjus... Até!!!

domingo, 3 de outubro de 2010

Votar ou correr?

É hoje!!! Depois de um longo período de tentativas de convencimento e delongas mil... Votamos hoje! Mas, lá no fundo da alma, tínhamos vontade de correr sem olhar para trás e desejar que tudo melhorasse sem precisar escolher o “menos pior”.

Por favor, não corra! Por mais difícil que seja optar pela melhor proposta, pelo melhor candidato... Adquirimos o direito de nos fazer ouvir através do voto. E ele diz muito... Ele mostra a cara de um povo... De suas carências, de sua falta de oportunidades, de suas dúvidas e esperanças.

Vivemos num país onde a política é devastadora, suja, sem credibilidade. E pedir para esse povo acreditar no seu voto é quase uma crueldade. Mas, se não fizermos, se não acreditarmos que ainda existem políticos incorruptos e com boas intenções, fechem as portas do Congresso e atirem as chaves para os jacarés. Não, os jacarés não... Vamos escolher outro: Atirem as chaves para as cobras!

Como toda casa, nossa cidade, nosso estado, nosso país também precisa de alguém que organize, defenda, faça o melhor. Precisamos eleger essa pessoa e acreditar que ela consiga dominar as rédeas e seguir em frente... Mais tarde você pode se torturar por ter errado o seu voto, mas não há como ter certeza de nada. Podemos prever e deduzir algumas coisas... Alguns acham certo, outros errado, mas continuo sendo aquela brasileira... Transbordando de esperança... Acreditando que o Brasil será diferente!

Não adianta mais correr, os candidatos são esses, a escolha é sua! É de todos nós! E se hoje, as cobras realmente levarem a nossa chave, a chave da nossa riqueza maior... Não desistiremos... Em algum momento faremos uma cópia e abriremos novamente a nossa casa para outros hóspedes.

VOTE CONSCIENTE...



Bjus... Ótimo domingo!!!!

sábado, 2 de outubro de 2010

Fome de terra

       Eu estava espiando a nova novela das 18h da Rede Globo - Araguaia e me rendi à ótima atuação do Lima Duarte, que interpreta um gaucho daquele bem ”macho tchê". Ele está perfeito nos trejeitos e no sotaque e me chamou a atenção uma cena na qual ele fala que precisamos de terra: "A terra, diferente de outras coisas - aí ele exemplificou com o amor - não passa, fica para sempre".


      Vamos discutir isso então: A terra realmente é firme, segura. Ela representa estabilidade, força. E claro, estamos sempre lutando por ela, por um pequeno espaço, no qual possamos chamar de casa, chamar de lar. Desde que nascemos somos direcionados a buscar um referencial, um lugar fixo para construir família, para selar laços. Precisamos de terra!


     Certo, concordo com algumas coisas, mesmo eu que vivo pulando de casa, gosto de ter um ponto fixo, um lugar para lembrar. É legal almejarmos construir alguma coisa material, mas o personagem da novela queria terra, queria a extensão de acres, de tudo que ele acredita não ir embora, não perder. Pois é, a terra quando tomada posse, comprada, arrendada, sei lá como não se perde mesmo. É sua, fica para sempre. Mas você já parou pra pensar que você mesmo não é para sempre? 


     Não quero que você, nesse momento pare a construção da sua casa, a compra do seu sítio, ou o pedaço de terra que desejar. Continue com os seus planos, mas saiba dosar a necessidade e a importância deles. Não perca toda a sua energia buscando somente coisas materiais, que realmente vão ficar, mas que não poderão ser levados quando nos despedirmos da vida.


     Eu gostaria muito de uma casa na praia. Volta e meia procuro um terreno para me instalar. Porém, esse pedaçinho de terra que eu almejo é para aproveitar umas merecidas férias, curtir um final de semana, um passeio. A terra não vai ficar lá parada, estática, criando mato. Ela vai ser vivida, festejada, usada ao máximo. Essa terra sim eu recomendo... Aquela que você vê seus filhos crescendo, compartilhando um almoço no domingo, para usufruir o seu conforto. Use a terra, faça valer cada esforço do seu trabalho, do seu querer, não para dizer que você tem, mas porque você VIVE nela.


      Para terminar, na novela a terra foi colocada ao lado do amor. Ele pode ser passageiro, igual a nós. Então precisamos aprender a vivê-lo intensamente, assim como os nossos pedaços de terra. Não conheço outro exemplo melhor do que já dizia Vinicius de Moraes, e mesmo o repetindo, e, vamos combinar recitá-lo é sempre uma dádiva, fica a minha mensagem: “Que não seja imortal posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure."

Um ótimo final de semana!!!!

      
    

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Adeus medo!

       Sabe aquela sensação esquisita, aquele frio na barriga quando nos deparamos com alguma coisa que não nos é seguro? As pernas tremem, as mãos suam e tudo fica acelerado... Seus batimentos, sua adrenalina... É ele, o medo batendo na sua porta, invadindo o seu corpo, suas sensações.
       Há pouco tempo atrás, pouquíssimo, diga de passagem, eu tinha um medo frustrante de dirigir. Queria muito, me imaginava dirigindo impiedosa por aí, mas o receio de errar, decepcionar, não ser competente me atrapalhava. Era só entrar no carro que esquecia de tudo, os nervos a flor da pele, suor por todos os lados. Foram treze anos de tentativas, algumas felizes por breves momentos, mas a maioria sem sucesso. E nunca foi por falta de incentivos, pelo contrário, todos a minha volta sempre me encorajaram. Porém, era dentro de mim que tudo não se resolvia. Eu sabia que precisava enfrentá-lo, mas não tinha coragem nenhuma. Já estava quase esperando por um milagre.
        E você? Tem medo de quê? Tem medo de dirigir também? De altura? Não pode chegar perto de uma sacada? Medo de algum animal? De água?  São muitos os medos nos cercando, nos impedindo de seguir em frente. São muitas também as explicações. Pode ser um trauma, uma insegurança, qualquer coisa. Cada um precisa encontrar o seu motivo e achar uma solução. Ou não... Se conviver com o seu medo não afeta a sua rotina, então siga adiante. Mas, ainda acho, que em algum momento da sua vida o medo vai lhe atrapalhar, lhe impedir de conquistar novas possibilidades.
       Foi no dia 10 de junho desse ano que entrei no carro decidida a nunca mais “morrer de medo”. Foi nesse dia que o “ervilhão” entrou na minha vida e somos hoje parceiros inseparáveis. Foi uma semana de terror total... Angústia, receio de não conseguir... Mas respirei fundo... Ao invés de desistir procurava sempre as dificuldades, pois sabia que se ficasse na minha zona de conforto não sairia do lugar. Permiti-me errar, não ser perfeita, aceitar a minha dificuldade e SUPERAR!!!!
      Muito difícil... Foram longos anos me torturando, me cobrando... Mas passou... Virei à página e hoje dirijo com muito prazer e orgulho. E você? Já tentou se enfrentar? Se ajudar? Sair do confortável? Meu conselho é que você deve tentar... Não desista! Busque a sua força, o seu incentivo para pular o seu obstáculo pessoal. Não vai ser fácil, mas eu garanto que quando conseguir vai ser maravilhoso! E se me vir passando com o “ervilão”, me buzina... Nós dois estamos sempre desfilando por aí!


Meu "ervilhão":


Bjus!!!!